Yamaha RD350, a Viúva Negra. Foto: Reprodução
A soberania da Yamaha no segmento de alta performance nas décadas de 1980 e 1990 foi consolidada por um modelo que desafiava a física e a coragem dos pilotos: a RD 350. A trajetória dessa motocicleta no Brasil começou de forma oficial em 1986, quando a produção nacional foi iniciada em Manaus. De acordo com informações do portal G1, a sigla "RD" significava Race Developed (Desenvolvida para Corrida), o que já entregava a intenção da fabricante japonesa de colocar uma máquina de pista nas mãos de motociclistas comuns em vias urbanas.
O apelido que a imortalizou, "Viúva Negra", não veio por acaso. Segundo o portal UOL, a fama surgiu devido à entrega de potência extremamente brusca do seu motor de dois tempos. Diferente das motos modernas, a RD 350 tinha uma trajetória de aceleração não linear; até as cinco mil rotações por minuto, ela se comportava como uma moto comum, mas, ao atingir a faixa de abertura das válvulas de escape, a potência "explodia" de uma vez. Conforme indica o portal Ne10, essa característica, aliada a um chassi que muitos consideravam flexível demais para tamanha força e um sistema de freios que nem sempre acompanhava o fôlego do motor, resultou em muitos acidentes, criando a aura de perigo que a cercava.
A trajetória tecnológica da RD 350 teve como grande diferencial o sistema YPVS (Yamaha Power Valve System). De acordo com a revista Exame, essa tecnologia consistia em uma válvula rotativa no duto de escapamento, controlada eletronicamente, que variava a altura da janela de escape conforme a rotação do motor. Isso permitia que a moto tivesse um torque aceitável em baixas rotações e uma soberania absoluta em altas. Conforme aponta a CNN Brasil, essa inovação permitiu que o motor bicilíndrico de 347 cc entregasse impressionantes 55 cv de potência em uma moto que pesava apenas 165 kg, resultando em uma relação peso-potência que deixava muitas motos de 750 cc da época para trás.
Mesmo após o fim de sua produção em 1993, a soberania da RD 350 no imaginário popular permanece intacta. Em 2026, exemplares bem conservados tornaram-se itens de coleção extremamente valiosos. Segundo o portal Terra, a trajetória de valorização dessas máquinas no mercado de usados superou a inflação do período, com colecionadores dispostos a pagar pequenas fortunas por modelos que mantenham a originalidade. De acordo com a Folha de Pernambuco, o som característico do motor dois tempos e a icônica "fumaça azul" do óleo 2T queimado ainda despertam nostalgia e admiração por onde a Viúva Negra passa, provando que lendas nunca morrem, apenas se tornam mais raras.
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