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Viagra feminino: pílula promete devolver e até aumentar desejo sexual das mulheres

Estudos clínicos indicam que ele pode reduzir o sofrimento ligado à baixa libido, mas os efeitos variam entre mulheres.

Cami Cardoso

30 de dezembro de 2025 às 17:35   - Atualizado às 18:09

Viagra feminino: pílula promete devolver e até aumentar desejo sexual das mulheres

Viagra feminino: pílula promete devolver e até aumentar desejo sexual das mulheres Foto: Freepik/Freepik)

O medicamento conhecido popularmente como “viagra feminino”, Addyi, teve recentemente sua autorização ampliada pelo FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. Agora, além de mulheres em pré-menopausa, o remédio pode ser prescrito para aquelas que já passaram da menopausa e têm mais de 65 anos.

Origem do medicamento

O princípio ativo do "viagra feminino" é a flibanserina, inicialmente desenvolvida como antidepressivo. Ao atuar sobre neurotransmissores como dopamina, norepinefrina e serotonina, a substância apresentou efeitos inesperados: aumento do desejo sexual feminino. Com isso, surgiu o primeiro medicamento aprovado para tratar o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres.

Diferença do medicamento masculino

Apesar do apelido popular, o Addyi não funciona como o Viagra masculino. Enquanto o remédio para homens age diretamente na ereção, o Addyi busca estimular o desejo sexual, algo subjetivo e influenciado por fatores hormonais, emocionais e sociais. Estudos clínicos indicam que ele pode reduzir o sofrimento ligado à baixa libido, mas os efeitos variam entre mulheres.

Efeitos colaterais 

O estimulante apresenta efeitos adversos como tontura, dificuldade para dormir, náusea, boca seca e cansaço. O consumo de álcool pode intensificar sonolência, queda de pressão e risco de desmaios. Além disso, o medicamento não é recomendado para gestantes, lactantes ou pessoas com problemas no fígado, e pode interagir com outros medicamentos, suplementos e ervas.

O lançamento do Addyi reacendeu a discussão sobre desigualdade de opções para tratar problemas sexuais: enquanto homens têm diversas alternativas, as mulheres historicamente tiveram poucos recursos farmacológicos.

No entanto, especialistas alertam que a baixa libido feminina é multifatorial. Alterações hormonais, sobrecarga, dificuldades no relacionamento, depressão e estilo de vida podem influenciar o desejo sexual, e em alguns casos terapias individuais ou hormonais podem ser mais adequadas.

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