Maconha faz mal para os dentes. Foto: Freepik.
Pesquisas recentes passaram a lançar luz sobre um tema pouco discutido fora do meio científico: os impactos do uso de maconha na saúde bucal. Estudos indicam que pessoas que fazem uso frequente da substância apresentam maior risco de desenvolver cáries, perder dentes e até enfrentar câncer bucal, um efeito ainda pouco conhecido do consumo da droga.
Dentistas relatam que alguns sinais ajudam a identificar pacientes sob efeito de maconha. Olhos avermelhados, boca seca e odor característico costumam aparecer durante as consultas, segundo o site CNN.
Muitos usuários afirmam recorrer à substância para reduzir a ansiedade antes de procedimentos odontológicos, sem perceber os riscos envolvidos para a saúde da boca. Especialistas alertam que o desconhecimento sobre esses efeitos ainda é grande, tanto entre pacientes quanto entre profissionais.
Estudos apontam que usuários de maconha apresentam 55% mais risco de cáries, 41% mais chances de perda dentária e até três vezes mais risco de câncer bucal, quando comparados a pessoas que não usam a substância. Pesquisas realizadas a partir de registros hospitalares mostraram que indivíduos com uso frequente de cannabis desenvolveram câncer de lábio e língua em maior proporção nos anos seguintes.
Pesquisadores associam esse risco à exposição direta da boca à fumaça e à ação do THC, principal composto psicoativo da maconha, que pode reduzir respostas imunológicas nos tecidos orais.
Assim como ocorre com o tabaco, a fumaça da maconha carrega compostos que irritam e danificam tecidos sensíveis da boca e do trato respiratório. Estudos indicam concentrações elevadas de amônia, cianeto de hidrogênio e outras substâncias potencialmente tóxicas, que podem contribuir para inflamações e alterações celulares.
Outro fator relevante envolve o comportamento associado ao uso da droga. O consumo frequente de alimentos açucarados durante episódios de aumento do apetite, aliado à redução da higiene bucal, favorece o surgimento de cáries. A boca seca, efeito comum da maconha, reduz a ação da saliva, que normalmente ajuda a limpar resíduos e proteger os dentes.
O uso de maconha também interfere na resposta do corpo à anestesia. Estudos mostram que usuários regulares podem precisar de doses maiores e sentir mais dor após procedimentos. O aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial representa um risco adicional, especialmente durante atendimentos que utilizam anestésicos com adrenalina.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que pacientes informem o uso de maconha durante consultas odontológicas e reforcem cuidados básicos, como escovação regular, uso do fio dental, hidratação constante e visitas periódicas ao dentista.
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