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Tradição e o hino que nunca morre definem a trajetória do Clube de Frevo Elefante de Olinda

O bloco que nasceu de um objeto de decoração na década de mil novecentos e cinquenta mantém a soberania das ladeiras.

Beto Dantas

03 de fevereiro de 2026 às 15:35   - Atualizado às 15:35

Desfile do Elefante junto com os Bonecos gigantes de Olinda.

Desfile do Elefante junto com os Bonecos gigantes de Olinda. Foto: Sandro Barros/ PM Olinda

O Clube de Frevo Elefante de Olinda é uma das instituições mais respeitadas do Carnaval pernambucano, representando a força e a cadência do frevo de orquestra. Fundado oficialmente em 1952, o bloco surgiu no bairro do Amparo e, desde então, tornou-se um dos símbolos máximos da folia olindense. A sua presença nas ruas é marcada por um dos hinos mais executados da história, que arrasta multidões em um coro uníssono que ecoa pelas paredes seculares da cidade alta, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações de foliões.

O elefante que veio de um quintal

A maior curiosidade sobre a fundação do bloco reside na escolha do seu símbolo. De acordo com o portal G1, o Elefante de Olinda nasceu quando um grupo de amigos decidiu sair em troça pelas ruas carregando um elefante de porcelana que servia de enfeite no jardim de uma das casas do grupo. Segundo informações do portal UOL, esse objeto deu nome à agremiação e inspirou a criação de um dos estandartes mais bonitos e imponentes do Carnaval, que hoje é protegido como um verdadeiro tesouro cultural pelos seus diretores e sócios.

O hino e a disputa com a Pitombeira

Nenhuma história sobre o Elefante está completa sem mencionar o seu hino, "O Elefante", composto por Clóvis Vieira. Conforme aponta o portal Terra, a letra que diz "Ao chegar o Carnaval, o Elefante tem que sair" é considerada um dos hinos sentimentais de Olinda. Existe também uma soberania compartilhada e uma rivalidade histórica com o bloco Pitombeira dos Quatro Cantos. De acordo com o portal Ne10, essa disputa nasceu da proximidade das sedes e do desejo de cada bloco em provar quem possuía a orquestra mais potente e o hino mais bonito, resultando numa competição saudável que só faz crescer a beleza da festa.

Tradição e o desfile em dois mil e vinte e seis

A trajetória do Elefante de Olinda é pautada pelo rigor com a música. Segundo a revista Continente, o bloco faz questão de manter a tradição do frevo "rasgado", com metais pesados e arranjos complexos que exigem músicos de alto nível. Para o Carnaval deste ano, a diretoria confirmou que a agremiação manterá o seu trajeto tradicional, saindo sempre sob sol forte para iluminar as cores branca e vermelha que ostenta com orgulho. Conforme indica a CNN Brasil, o Elefante permanece como um pilar de resistência cultural, provando que a simplicidade de um grupo de amigos no passado pode transformar-se numa soberania eterna no coração da cultura popular brasileira.

Conteúdo produzido com auxílio de IA.

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