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Bloco Ceroula de Olinda mantém o desfile de cuecas e define as diretrizes para a folia deste ano

A troça que satiriza a indumentária masculina completa décadas de irreverência com foco na preservação da sua essência.

Beto Dantas

02 de fevereiro de 2026 às 19:10   - Atualizado às 19:10

Desfile do Bloco da Ceroula.Olinda

Desfile do Bloco da Ceroula.Olinda Foto: Williams Aguiar/ Pref. Olinda

Se existe um bloco que define a irreverência olindense, esse bloco é o Ceroula. Criado em 1962, o "Ceroula de Olinda" surgiu como uma sátira aos antigos carnavais, onde os homens desfilavam com as roupas de baixo da época. Desde então, a agremiação tornou-se um dos símbolos do Sábado de Zé Pereira, reunindo foliões que trocam as fantasias luxuosas pela simplicidade e pelo humor das peças brancas. A trajetória do bloco é marcada pelo respeito às ladeiras e pela manutenção de um espírito de troça que resiste ao tempo.

A participação feminina no Ceroula

A participação das mulheres no tradicional bloco Ceroula de Olinda (fundado em 1962) evoluiu de uma presença restrita para uma integração plena e anual. Embora historicamente fosse uma troça carnavalesca focada no público masculino, a agremiação adaptou-se ao longo das décadas. 

Evolução Histórica: Inicialmente, o bloco era predominantemente masculino. A partir de 1987, passou a aderir uma ala feminina que desfilava a cada 5 anos.

Participação Atual: Em meados dos anos 2000, o Ceroula passou a contar com a presença feminina anualmente no cortejo, tornando-se um bloco misto que atrai uma multidão.

Como participam: Mulheres participam ativamente do desfile, geralmente vestindo a camisa/fantasia do bloco, cantando o famoso hino e dançando frevo junto com a orquestra de metais no sábado de Carnaval em Olinda. 

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A presença feminina hoje é parte fundamental da "majestade do frevo" e da tradição do bloco, que celebra mais de 60 anos de história no Carnaval de Pernambuco. 

Curiosidades e o hino da troça

O hino do Ceroula é outro ponto de destaque, conhecido pela sua letra irreverente que exalta a peça de roupa que dá nome ao bloco. Segundo o portal UOL, a música é obrigatória em qualquer baile de frevo que se preze. Conforme aponta o portal Ne10, a troça foi criada por um grupo de amigos que, após um banho de mar, decidiu sair pelas ruas apenas com as roupas de baixo, desafiando os costumes da época. Essa ousadia transformou-se numa das instituições mais respeitadas do Carnaval de Pernambuco.

Segundo o portal Terra, para o desfile deste ano, a diretoria do bloco reforçou que a essência da troça permanece a mesma: foco no frevo rasgado e na alegria espontânea. Embora não exista uma proibição formal para que mulheres usem a vestimenta dentro da massa de foliões, a agremiação preserva a sua identidade histórica focada na ala masculina tradicional. A trajetória do Ceroula prova que o Carnaval de Olinda é feito de camadas de história, onde o riso e a tradição caminham de mãos dadas pelas pedras irregulares do sítio histórico.

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