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Tatuagem pode aumentar risco de câncer de pele em 29%, alerta estudo sueco

A pesquisa buscou investigar a relação entre a arte corporal e a saúde a longo prazo, comparando dados de indivíduos com e sem a doença

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01 de dezembro de 2025 às 18:16   - Atualizado às 18:23

Pessoa sendo tatuada

Pessoa sendo tatuada Foto: Arquivo/Agência Brasil

Um novo estudo conduzido pela Lund University, na Suécia, aponta que pessoas com tatuagens podem ter um risco 29% maior de desenvolver melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. A pesquisa buscou investigar a relação entre a arte corporal e a saúde a longo prazo, comparando dados de indivíduos com e sem a doença.

Como foi o estudo

Os pesquisadores analisaram dados de milhares de adultos entre 20 e 60 anos, comparando a incidência de câncer de pele em pessoas tatuadas e não tatuadas. O aumento do risco foi observado especificamente para o melanoma, enquanto outros tipos de câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas, não apresentaram associação significativa com a presença de tatuagens.

Na Suécia, cerca de um terço dos adultos possui tatuagens, o que torna o tema relevante para a saúde pública. Apesar da popularidade da prática, os efeitos das tintas na saúde ainda são pouco conhecidos.

Possível explicação

Os pesquisadores levantam a hipótese de que o sistema imunológico pode tratar a tinta da tatuagem como um corpo estranho, causando inflamação crônica na região. Esse processo inflamatório poderia contribuir, em longo prazo, para alterações celulares que aumentam o risco de desenvolvimento do melanoma.

É importante destacar que a associação identificada não significa que a tatuagem cause câncer de pele. Ainda há necessidade de mais estudos para compreender exatamente os mecanismos envolvidos e identificar outros fatores de risco que possam estar relacionados, como exposição solar, tipo de pele e genética.

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Recomendações dos especialistas

Apesar das incertezas, os pesquisadores reforçam a importância de cuidados preventivos com a pele, especialmente para pessoas tatuadas. Entre as recomendações estão:

  • Uso diário de protetor solar, mesmo em áreas cobertas por roupas;
  • Monitoramento regular da pele e autoexame para sinais suspeitos, como pintas que mudam de cor, tamanho ou formato;
  • Consulta médica imediata em caso de alterações suspeitas.

O estudo sueco adiciona um novo ponto à discussão sobre os efeitos das tatuagens na saúde, mostrando que a arte corporal pode ter implicações além do aspecto estético. Embora os dados não confirmem uma relação de causa e efeito, a prevenção continua sendo o melhor caminho, com atenção redobrada à exposição solar e ao acompanhamento dermatológico.

Com a crescente popularidade das tatuagens, a pesquisa reforça a necessidade de investigações mais detalhadas, que possam esclarecer como diferentes tipos de tinta, cores e áreas tatuadas podem influenciar o risco de doenças de pele ao longo da vida.

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