Superinteligência artificial desafia empresas e especialistas. Imagem de Freepik
A corrida global para desenvolver sistemas de inteligência artificial que superem capacidades humanas ganhou protagonismo desde a popularização do ChatGPT em 2022, impulsionando empresas e países a investir pesado em pesquisa e inovação tecnológica. O conceito vai além das IAs atuais, prometendo máquinas capazes de aprender novas habilidades e solucionar problemas com uma eficiência inédita.
Apesar da empolgação, não existe consenso sobre o que, de fato, constitui a AGI (Inteligência Artificial Geral). Enquanto gigantes da tecnologia como OpenAI e DeepMind divergem em suas definições, órgãos como a ARC Prize Foundation argumentam que o verdadeiro desafio está em criar sistemas que possam adquirir habilidades de forma eficiente, mesmo fora do ambiente de treinamento convencional.
Empresas preferem termos como “IA poderosa” ou “superinteligência artificial”, ilustrando a disputa semântica e estratégica pelo futuro da tecnologia.
A ambição de alcançar superinteligência artificial é animada entre pesquisadores, mas rodeada por dúvidas técnicas e filosóficas. Modelos generativos, como os grandes modelos de linguagem, ainda apresentam limitações para executar tarefas complexas, especialmente em ambientes reais e dinâmicos.
Segundo Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP e neurocientista, as atuais máquinas não conseguem manter altos níveis de precisão em tarefas cotidianas por períodos prolongados, aspecto fundamental para tornar a tecnologia efetiva no mundo corporativo. Além disso, a adoção da inteligência artificial nas empresas não cresceu de forma significativa nos últimos meses, indicando os desafios enfrentados pela tecnologia para se incorporar plenamente ao trabalho humano.
Por outro lado, os avanços recentes na redução das chamadas “alucinações” das IAs mostram que ainda há espaço para evolução, fortalecendo a tese de que a AGI é uma questão de tempo e depende apenas dos próximos saltos tecnológicos.
O prazo para atingirmos a tão falada superinteligência artificial é alvo de especulação e debate intenso. Enquanto pesquisadores como Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, estimam que uma IA “super-humana” pode surgir entre 2035 e 2045, outros especialistas permanecem céticos e defendem que essas previsões só devem ser validadas com objetivos claros e testes rigorosos.
Margaret Mitchell, cientista-chefe de ética da Hugging Face, alerta para o excesso de otimismo no setor, sugerindo que a busca pela AGI merece cuidado e ceticismo.
Ainda assim, big techs como OpenAI, Anthropic, DeepMind, Meta e Alibaba tratam o desenvolvimento da superinteligência como uma missão estratégica, investindo em estágios progressivos para alcançar sistemas capazes de revolucionar diversas áreas da sociedade.
Mesmo longe da superinteligência plena, os efeitos da IA generativa já são perceptíveis. Ferramentas baseadas em IA transformam rotinas de trabalho, aprendizado e interações cotidianas, alterando profundamente mercados tradicionais e exigindo adaptações rápidas. A automação cresce e levanta debates sobre empregos, produtividade e novas formas de educação.
Entre os impactos principais já observados estão:
A OpenAI vislumbra sistemas preliminares avançando rapidamente e reconhece que prazos podem variar. Anthropic aposta em uma “IA poderosa” por volta de 2026, enquanto a DeepMind adota postura mais cautelosa e estima que a virada pode levar de cinco a dez anos. Meta, Alibaba e outras gigantes também entraram vigorosamente nessa disputa tecnológica.
As diferentes apostas estimulam uma corrida competitiva e aceleram descobertas que podem remodelar o futuro da humanidade e das políticas públicas, exigindo atenção redobrada à ética e ao impacto social das novas tecnologias.
A expectativa sobre o “quando” será superada apenas pelo que realmente significa uma inteligência artificial super-humana. Especialistas ressaltam que há evidências contrárias à iminência da AGI, mas destacam que tecnologias atuais já impulsionam mudanças expressivas. O debate sobre superinteligência ganhou contornos de urgência, estimulando legislações, cartas abertas de cientistas e reflexões globais sobre governança.
O cenário, marcado por incertezas e avanços constantes, deixa claro que essa corrida tecnológica é também uma corrida ética, onde o impacto sobre mercados, profissões e relações humanas já é sentido e tende a se intensificar nos próximos anos.
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