Pessoa armazenando alimentos em potes. Foto: Freepik
Um estudo publicado no dia 28 de abril, no periódico eBioMedicine, revelou que uma substância comum em potes de plástico pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa estimou que, em 2018, a exposição ao di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) causou 356.238 mortes por problemas cardíacos no mundo.
Cientistas da NYU Langone Health, nos Estados Unidos, lideraram o estudo e apontaram que cerca de 10% das mortes por doenças do coração entre adultos de 55 a 64 anos naquele ano estão ligadas aos ftalatos — compostos usados para tornar plásticos mais flexíveis e duráveis.
O DEHP aparece em diversos produtos do dia a dia, como embalagens de alimentos, brinquedos infantis, xampus e perfumes. A exposição acontece de várias formas: ingestão de alimentos em contato com o material, absorção pela pele ou inalação de partículas no ar, segundo os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA.
Outros estudos já haviam relacionado os ftalatos a problemas no sistema imunológico e reprodutivo. A substância também se associa ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes, fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
A nova pesquisa utilizou dados populacionais de saúde e meio ambiente para estimar o impacto da exposição ao DEHP em cerca de 200 países. O maior número de mortes ocorreu no Oriente Médio, Sul da Ásia, Leste Asiático e Pacífico, regiões que concentraram cerca de três quartos das vítimas.
A Índia registrou mais de 100 mil óbitos atribuídos ao DEHP em 2018, liderando o ranking global. Paquistão e Egito aparecem em seguida. O alto uso de plásticos e a ausência de regulamentações rígidas explicam os números nessas regiões.
Doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, com cerca de 17,9 milhões de óbitos por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como reduzir a exposição ao DEHP?
Leonardo Trasande, diretor do Centro de Investigação de Riscos Ambientais da NYU, afirmou que é possível adotar medidas práticas para diminuir o contato com os ftalatos.
“Podemos renegociar nossa relação com o plástico. Precisamos evitar, principalmente, aquecer plástico no micro-ondas e na máquina de lavar louça, porque essa é uma maneira de reabsorver os produtos químicos usados nos materiais plásticos ou transformá-los em microplásticos que podem levar esses produtos químicos para o ser humano”, disse o pesquisador.
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