Ponte Vasco da Gama, maior da Europa. Vista do Parque do Tejo e do Trancão. Foto: Morley Concrete/Divulgação/Wikipedia.org
A imensa Ponte Vasco da Gama, estendendo-se por 17,2 quilômetros sobre o rio Tejo, em Lisboa, não é só uma façanha da engenharia moderna. Inaugurada em março de 1998, ela carrega um nome que ecoa tanto na história portuguesa quanto no futebol brasileiro, homenageando o navegador Vasco da Gama, que em 1498 abriu rotas marítimas para a Índia. Curiosamente, o mesmo nome batiza o Clube de Regatas Vasco da Gama, fundado no Rio de Janeiro por imigrantes portugueses em 1898, criando uma ponte invisível entre os dois países.
Essa estrutura colossal, com 30 metros de largura e torres de até 155 metros de altura, foi erguida em apenas 37 meses, envolvendo 3.300 trabalhadores e 100 mil toneladas de aço. Projetada para resistir a ventos de 250 km/h e terremotos 4,5 vezes mais fortes que o de Lisboa em 1755, ela se tornou o principal elo entre a capital e a Margem Sul, como Montijo e Alcochete. Diariamente, mais de 62 mil veículos cruzam suas pistas, aliviando o congestionamento que antes dependia da vizinha Ponte 25 de Abril.
A construção começou em fevereiro de 1995, impulsionada pela Exposição Mundial de 1998, que celebrou o 500º aniversário da viagem de Vasco da Gama. Custou cerca de 900 milhões de euros, incluindo expropriações e estudos ambientais, e usou 730 mil metros cúbicos de betão, parte dele branco para acabamentos estéticos. A ponte não é um viaduto reto: inclui seções elevadas, cabos atirantados e viadutos que protegem ecossistemas sensíveis do estuário do Tejo, como áreas húmidas para aves migratórias.
Imagine dirigir por 12,3 km diretamente sobre as águas calmas do Tejo, com Lisboa surgindo ao fundo em dias claros – ou se perdendo em névoa nos nublados, criando um espetáculo visual único. Essa versatilidade a transformou em ícone turístico, atraindo visitantes que param para fotos ao pôr do sol ou nascer do sol, vistas panorâmicas impossíveis de outros ângulos.
Antes da Ponte Vasco da Gama, o tráfego entre as margens do Tejo era caótico, com filas intermináveis na Ponte 25 de Abril. Hoje, ela redistribui fluxos, reduzindo tempos de viagem em até 50% e fomentando o crescimento residencial e comercial na Margem Sul. Municípios como Montijo viram explosão no turismo e comércio, com novos empregos qualificados e aumento na renda per capita – muitos moradores agora trabalham em Lisboa sem o estresse das travessias antigas.
Especialistas como António Rosa, da Lusoponte (concessionária da ponte), destacam a logística como maior desafio: coordenar equipes em uma área vasta, com fundações que suportam colisões de navios de 30 mil toneladas. A iluminação noturna, pensada para minimizar poluição luminosa, preserva a fauna aquática, provando que progresso e meio ambiente podem andar juntos.
O nome Vasco da Gama vai além da engenharia: reforça herança compartilhada. No Brasil, o clube homônimo, com raízes em remigrantes lusos, simboliza garra e tradição – assim como a ponte representa superação portuguesa no século XX. Essa conexão cultural intriga turistas brasileiros em Lisboa, que veem na obra um pedaço de casa estendido sobre o Atlântico.
Proteger contra sismos e ventos exigiu inovações: pilares flexíveis e materiais anticorrosão para o ambiente marítimo. A estrutura principal, com tabuleiro suspenso, alcança 47 metros acima da água em pontos chave, garantindo navegação fluvial. Premiada em bienais de engenharia, ela influenciou projetos globais, de pontes na Ásia a viadutos na América.
Hoje, 27 anos após a inauguração, a Ponte Vasco da Gama segue como vital para 10 milhões de habitantes na Grande Lisboa. Ela não só reorganizou rotas, mas redesenhou vidas: famílias se mudam para a Margem Sul por qualidade de vida melhor, empresas expandem operações e o turismo ganha fôlego com roteiros que incluem travessias ao entardecer.
Essa gigante do Tejo prova que grandes obras transcendem concreto e aço – elas tecem histórias de união, inovação e futuro. De Lisboa ao Rio, o nome Vasco da Gama pulsa como símbolo eterno de conexões que o tempo não apaga.
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