Piso nacional do magistério. Foto: Divulgação
O piso nacional do magistério deve receber um reajuste acima da inflação em 2026, segundo garantia do Ministério da Educação. A confirmação veio nesta quinta-feira, 8 de janeiro, após declaração do ministro Camilo Santana, que assegurou um aumento real no salário dos professores da educação básica, superando o índice inflacionário registrado no país.
O anúncio ocorre em um contexto de forte pressão da categoria, que vinha demonstrando insatisfação com a correção prevista pela fórmula atualmente em vigor. Pelas regras adotadas nos últimos anos, o reajuste projetado para 2026 ficaria em apenas 0,37%, percentual considerado insuficiente por educadores, sindicatos e especialistas da área.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país encerrou o ano com alta de 4,26%. Diante desse cenário, o ministro reforçou que o piso do magistério não seguirá esse índice mínimo e terá correção superior à inflação, garantindo ganho real aos professores.
Atualmente, o piso nacional do magistério está fixado em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Caso fosse aplicado apenas o reajuste de 0,37% previsto pela fórmula vigente, o valor subiria para cerca de R$ 4.885,87, um acréscimo aproximado de 18 reais. Esse cenário gerou críticas generalizadas, especialmente pelo impacto limitado no orçamento dos profissionais da educação básica. Com o reajuste acima da inflação, os professores terão pelo menos R$ 204,41 de aumento.
O piso nacional do magistério serve como referência mínima para o pagamento de professores da educação básica em todo o país. Estados e municípios devem respeitar esse valor como base, podendo pagar acima dele conforme suas políticas locais. Por isso, qualquer reajuste no piso impacta diretamente os orçamentos das redes públicas de ensino.
A garantia de um reajuste acima da inflação também ocorre em meio ao debate sobre a defasagem salarial acumulada pelos professores nos últimos anos. Educadores apontam que, mesmo com reajustes periódicos, o poder de compra da categoria sofreu perdas, especialmente diante do aumento do custo de vida e da pressão inflacionária recente.
A sinalização do MEC busca responder a essas reivindicações e reduzir a tensão entre o governo federal e os profissionais da educação. A fala do ministro indica que a pasta reconhece a insatisfação da categoria e pretende apresentar uma solução que vá além do reajuste simbólico previsto inicialmente.
Embora o percentual exato do novo reajuste ainda não tenha sido divulgado, a confirmação de que ele ficará acima da inflação já representa uma mudança relevante no cenário. O ministério não detalhou quando a nova fórmula será apresentada nem quais critérios serão utilizados no novo cálculo.
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