Estudo indica que o mês de nascimento pode influenciar traços ligados à educação e comportamento social. Imagem gerado por IA
Uma pesquisa citada por veículos internacionais analisou um grande volume de dados e indicou que o mês de nascimento pode estar associado a características ligadas à escolaridade e ao comportamento social das pessoas, como capacidade de concentração, desempenho escolar e até índices de condenações criminais ao longo da vida.
O estudo, conduzido por pesquisadores de universidades estrangeiras, não fala em destino ou “sorte do zodíaco”, mas sugere que fatores como a época do ano em que a criança entra na escola, a maturidade em relação aos colegas e a exposição à luz natural podem ajudar a explicar diferenças de desempenho médio entre grupos de nascidos em meses distintos.
Embora os resultados sejam chamativos, especialistas ressaltam que a data de nascimento é apenas um entre muitos elementos que moldam o grau de instrução e o comportamento, e que educação familiar, acesso à escola de qualidade e contexto socioeconômico seguem sendo decisivos para formar pessoas percebidas como mais calmas, gentis e socialmente habilidosas.
O trabalho acadêmico utilizado como base para a discussão sobre pessoas mais educadas examinou registros de milhões de indivíduos, cruzando dados como mês de nascimento, anos de escolaridade, notas em avaliações e histórico de envolvimento com a Justiça.
Os autores observaram padrões estatísticos que mostram, por exemplo, que pessoas nascidas em determinados meses tendem a permanecer mais tempo na escola e apresentar menor participação em crimes, o que, na vida cotidiana, costuma ser associado a perfis considerados mais responsáveis e “bem comportados”.
Esse tipo de estudo trabalha com médias populacionais: não diz quem será ou não gentil, mas tenta identificar tendências gerais em grandes grupos, sempre com margem de erro e sem capacidade de prever o comportamento individual de uma criança ou adulto.
Na discussão sobre pessoas mais educadas, chamam a atenção os meses em que os pesquisadores encontraram, em média, melhor desempenho escolar e menor risco de abandono dos estudos, muitas vezes relacionados a crianças que entram na escola um pouco mais velhas e, portanto, mais maduras do que os colegas.
Em países que organizam o ano letivo com corte de matrícula fixo, quem nasce logo após essa data tende a ser o mais velho da turma, o que pode gerar vantagens em atenção, compreensão de conteúdo e autoconfiança, repercutindo em notas mais altas e menos problemas disciplinares.
Essas vantagens acumuladas ajudam a explicar por que certos meses aparecem com maior proporção de estudantes que concluem etapas de ensino superior, algo que, na percepção social, se conecta diretamente à imagem de indivíduos considerados intelectual e socialmente mais preparados.
Especialistas lembram que ser visto como parte do grupo de pessoas mais educadas envolve muito mais do que ter nascido em um mês específico: inclui habilidades de convivência, respeito a regras, capacidade de escuta, empatia e domínio de linguagem, traços fortemente influenciados pela família e pela escola.
Pesquisas na área de psicologia e educação apontam que ambientes estáveis, com estímulo à leitura, diálogo e resolução pacífica de conflitos, contribuem para que crianças desenvolvam autocontrole e cuidado com o outro, independentemente da data de nascimento.
Assim, mesmo que estatísticas indiquem alguma vantagem para determinados meses, a qualidade das relações no dia a dia segue como um dos principais fatores para que alguém seja percebido como gentil, respeitoso e colaborativo na vida adulta.
Pesquisadores alertam que associações entre mês de nascimento e grupo de pessoas mais educadas não devem ser tratadas como regra fixa ou determinismo, porque se baseiam em correlações médias e podem variar conforme o país, o calendário escolar e as condições sociais de cada região.
Estudos desse tipo costumam controlar estatisticamente fatores como renda, escolaridade dos pais e local de residência, mas não conseguem captar toda a complexidade de experiências individuais que moldam o caráter e as oportunidades de cada pessoa.
Por isso, especialistas recomendam cautela ao interpretar manchetes que sugerem que “os mais educados nascem em tais meses”, para evitar simplificações que ignorem desigualdades estruturais e reforcem estereótipos sem base concreta na realidade cotidiana.
Em vez de apostar que o mês de nascimento definirá se alguém fará parte do grupo de pessoas mais educadas, educadores sugerem focar em estratégias práticas, como criar rotinas de leitura em casa, acompanhar tarefas escolares e incentivar o diálogo aberto sobre sentimentos e conflitos.
Na escola, metodologias que valorizam participação ativa dos alunos, atividades em grupo e projetos de longo prazo ajudam a desenvolver habilidades socioemocionais ligadas à cooperação, respeito e responsabilidade, elementos centrais na percepção social de “boa educação”.
Ao combinar apoio familiar, políticas públicas de qualidade e atenção à saúde mental, é possível reduzir diferenças de desempenho e comportamento entre alunos, fazendo com que o calendário de nascimento tenha peso muito menor na trajetória de cada criança.
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