Vista aérea de Olinda Igreja da Misericórdia e Academia Santa Gertrudes. Foto: Secom Olinda
A rivalidade histórica entre as duas cidades mais importantes de Pernambuco é um dos pilares da história local. O Recife se formou por volta de 1548, quando um núcleo de pescadores se estabeleceu na foz dos rios Capibaribe e Beberibe, vizinho de Olinda, que era a sede original da Capitania de Pernambuco.
Aliás, a disputa pelo poder foi longa. Durante a invasão holandesa (1630 a 1654), Olinda permaneceu como sede do governo. Posteriormente, entre 1676 e 1837, Olinda foi, de fato, a capital do Estado, perdendo o título para o Recife apenas em 1837. Neste contexto, um violento conflito entre latifundiários de Olinda e os comerciantes recifenses deu origem, em 1710, à Guerra dos Mascates, da qual o Recife saiu vitorioso. Curiosamente, a fundação de Olinda, segundo alguns historiadores, pode ter ocorrido em 1535 ou dois anos mais tarde. A célebre frase do colonizador Duarte Coelho — “Oh! Linda situação para construir uma vila” — possivelmente nasceu do imaginário popular, impressionado com as riquezas naturais da região.
Ouro, arte e o berço de Gilberto Freyre
O estado é repleto de locais que carregam riqueza histórica e artística:
Ouro e Sangue de Boi. O Mosteiro de São Bento, em Olinda, é reconhecido por ser um dos mais ricos em ouro do Brasil. Além disso, seu teto foi pintado em 1582 com uma mistura peculiar que incluía sangue de boi, óleo de baleia e casca de banana.
Casa Grande & Senzala O Engenho São João, localizado na Ilha de Itamaracá, litoral norte, serviu como inspiração fundamental para o aclamado livro “Casa Grande & Senzala”, obra-prima do antropólogo pernambucano Gilberto Freyre.
A Oficina do Mestre A propriedade Santos Cosme e Damião, na periferia do Recife, é um dos locais mais visitados. Ali funciona a oficina cerâmica do escultor Francisco Brennand, descendente de ingleses que se instalaram no Brasil no começo do século XX. Especificamente, Brennand se instalou em 1976 numa antiga indústria cerâmica fundada por seu pai na década de 1920, e que estava praticamente abandonada desde os anos 1950. Atualmente, mais de 1.200 obras do artista estão espalhadas pela propriedade.
Do Cometa Olinda às Competições Inusitadas
A diversidade cultural e geográfica de Pernambuco se manifesta em recordes, tradições e no clima.
A Suíça Pernambucana Garanhuns, localizada a 210 quilômetros do Recife, é conhecida como a Suíça Pernambucana. Isto se deve ao fato de que, no inverno, a cidade, que está em pleno agreste, enfrenta um frio que pode chegar a 5 graus. Adicionalmente, Garanhuns é a terra-natal do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Cometa em Olinda O primeiro cometa da América Latina foi observado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda, hoje desativado. Por consequência, o cometa foi batizado em homenagem à cidade: Olinda.
A Majestade do Barro e as Festas Estranhas
A cultura popular floresce de maneira única em Pernambuco:
A Força de Caruaru A Feira de Caruaru é uma das mais antigas e tradicionais do País, contando com cerca de 5 mil barracas. A cidade foi fundada em 1781 justamente por causa da feira, e ganhou fama pelo trabalho de artesãos como Mestre Vitalino. Vitalino Pereira dos Santos, que morreu em 1963 de varíola, destacou-se na arte de fazer figuras e cenas de barro do dia-a-dia do sertão pernambucano, cujas peças podem custar até 15 mil reais.
Tradições Excêntricas Em São Vicente Férrer, no interior de Pernambuco, a tradição reside em competições esdrúxulas, tais como o maior comedor de bananas, a corrida de 21 quilômetros de costas (com desclassificação para quem olhar para trás) e a eleição da mulher mais feia do mundo. Em outra cidade, São Bento do Una, há uma corrida de galinhas, enquanto Garanhuns também escolhe o homem mais feio do mundo.
Dessa forma, de suas origens em núcleos de pescadores à sua riqueza artística e suas curiosas tradições, Pernambuco se solidifica como um dos estados mais ricos e multifacetados do Brasil.
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