Tecnologia desenvolvida por cientistas cearenses usa a pele da tilápia-do-nilo, rica em colágeno, para regenerar córneas lesionadas de cães e já tem resultados surpreendentes.
Tratamento revolucionário para recuperar a córnea em Pets Reprodução/Youtube
A tilápia, peixe muito popular à mesa dos brasileiros, acaba de ganhar um novo e surpreendente papel: salvar a visão de cachorros com lesões oculares. Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveu uma tecnologia inédita que utiliza a pele do peixe como matéria-prima para a regeneração da córnea em cães, principalmente os de raças mais sensíveis como pugs e shih tzus.
Essa descoberta revolucionária une ciência veterinária e inovação brasileira, abrindo caminho para tratamentos acessíveis e altamente eficazes, com resultados que já impactaram positivamente a vida de centenas de animais de estimação.
A técnica foi criada por especialistas do Núcleo de Produção e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM-UFC). A pele da tilápia-do-nilo é processada em laboratório até se transformar em uma membrana biocompatível, tecnicamente chamada de matriz dérmica acelular.
Essa membrana atua como um curativo inteligente: ela cobre e protege a córnea lesionada, promove a regeneração celular e vai liberando colágeno gradualmente até ser completamente absorvida pelo organismo do animal.
Segundo a veterinária Mirza Melo, líder da pesquisa, mais de 400 cães já foram tratados com sucesso, muitos deles com quadros graves de úlceras ou perfurações oculares.
Raças como pugs, buldogues e shih tzus, que possuem olhos proeminentes e focinhos achatados, são mais suscetíveis a problemas oculares. A nova técnica tem se mostrado uma solução eficaz e menos invasiva, acelerando a cicatrização e reduzindo o risco de infecções e perda de visão.
Além da eficácia clínica, outro grande diferencial está no baixo custo da membrana feita com tilápia em comparação a outras opções no mercado, como as de origem bovina ou suína. Os resultados observados nos cães têm sido superiores aos métodos tradicionais, tornando a tecnologia ainda mais promissora.
O sucesso nos animais motivou a equipe a avançar para uma nova etapa: estudos para aplicação da membrana em procedimentos médicos humanos. A pele da tilápia apresenta características muito semelhantes à dura-máter, a membrana que protege o sistema nervoso central.
De acordo com o pesquisador Rodrigo Becco, doutorando em medicina translacional pela UFC, os testes iniciais indicaram que o material é altamente maleável, resistente e não provoca inflamação. Esses atributos são ideais para uso em cirurgias cranianas e oculares, ampliando as possibilidades de aplicação.
Agora, os pesquisadores aguardam a aprovação do Comitê de Ética da universidade para iniciar os testes clínicos em humanos — um passo que pode representar uma nova era para a medicina regenerativa brasileira, com soluções inovadoras e acessíveis.
O que era apenas um peixe saboroso no prato brasileiro agora se torna protagonista de um avanço tecnológico sem precedentes. A pele da tilápia, rica em colágeno e acessível, transforma-se em esperança para cães e, futuramente, para humanos com doenças oculares e neurológicas.
Se você ama ciência, pets ou simplesmente se interessa por inovações que nascem no Brasil, compartilhe essa descoberta e ajude a espalhar essa boa notícia. Seu cão pode agradecer no futuro!
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