Planeta Terra Foto: FreePik
Pesquisadores acompanham com crescente preocupação o comportamento dos oceanos em 2025, especialmente no entorno do Japão. Mudanças rápidas no nível do mar e no padrão das correntes marítimas têm surpreendido a comunidade científica, a ponto de alguns especialistas afirmarem que “nem sabem se ‘surpresa’ é a palavra certa” para descrever o cenário atual.
O principal foco dos estudos é a corrente Kuroshio, uma das mais importantes correntes quentes do planeta, essencial para o clima, a pesca e a economia japonesa.
A corrente Kuroshio transporta grandes volumes de água quente das regiões tropicais para o norte, ao longo da costa leste do Japão. Esse fluxo ajuda a regular temperaturas, influencia padrões climáticos e sustenta ecossistemas marinhos ricos.
Nos últimos anos, porém, cientistas observaram alterações significativas em sua posição, intensidade e temperatura. O limite norte da corrente avançou centenas de quilômetros em direção ao polo, elevando a temperatura da superfície do mar em áreas antes mais frias.
O aquecimento das águas associado à Kuroshio provoca expansão térmica, contribuindo diretamente para o aumento do nível do mar. Em algumas regiões do litoral japonês, esse crescimento ocorre mais rápido do que a média global.
Quando a corrente se aproxima da costa, há maior risco de alagamentos, principalmente durante marés altas combinadas com tempestades e ressacas. Portos, diques e sistemas de drenagem já enfrentam pressão extra, exigindo investimentos em adaptação urbana e infraestrutura costeira.
As mudanças oceânicas também afetam a pesca e a gastronomia tradicional. Espécies de águas frias estão migrando para regiões mais ao norte ou para águas profundas, enquanto peixes tropicais tornam-se mais comuns.
Um dos maiores impactos ocorre na produção de algas kombu, base do tradicional caldo dashi. Essas algas dependem de águas frias e bem oxigenadas, e a queda de produtividade ameaça cadeias produtivas inteiras, do pescador à indústria alimentícia.
Águas mais quentes próximas à costa favorecem ondas de calor, chuvas intensas e tempestades. Estudos recentes associam eventos climáticos extremos no Japão a essas condições oceânicas anômalas, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos em áreas densamente povoadas.
Diante dessas transformações, o Japão tem ampliado o monitoramento científico, revisado planos urbanos e fortalecido estratégias de adaptação costeira. Especialistas destacam que a integração entre ciência, governo e comunidades locais será decisiva para reduzir riscos e preservar tanto a biodiversidade marinha quanto a cultura alimentar do país.
20:15, 12 Fev
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