Alimento amado na África chegou no Brasil e conquistou o país inteiro. Créditos: Arquivo/Agência Brasil
O quiabo, originário da África, foi introduzido no Brasil durante o período colonial, trazido por africanos escravizados. Embora no início tenha enfrentado resistência devido à sua textura gelatinosa, conhecida como “baba”, o alimento se adaptou ao clima brasileiro e conquistou lugares cativos nas cozinhas regionais, principalmente no Nordeste e em Minas Gerais. Historicamente, já era cultivado no Egito Antigo há cerca de 3 mil anos, carregando consigo técnicas de cultivo e tradições culinárias africanas.
No Brasil, o quiabo é um ingrediente fundamental em pratos típicos como o caruru, símbolo da culinária baiana, além de ser amplamente utilizado refogado e em diversas receitas regionais. Seu uso reforça o legado cultural afro-brasileiro e representa a resistência da cultura africana mesclada ao cotidiano brasileiro.
A produção do quiabo no Brasil se concentra nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, com municípios como Uraí se destacando como centros importantes. A planta prospera em condições tropicais e é cultivada com atenção voltada à qualidade e ao sabor, elementos que contribuem para sua popularidade crescente.
O quiabo é rico em nutrientes essenciais, como folato e vitamina C, importantes para a formação das células sanguíneas e absorção de ferro, auxiliando na prevenção da anemia. Além disso, sua alta quantidade de fibras contribui para a sensação de saciedade, controle glicêmico e saúde intestinal.
Por ser pouco calórico e retardar a digestão dos alimentos, o quiabo prolonga a sensação de satisfação e pode ajudar no emagrecimento. A presença de fibras também diminui a absorção dos carboidratos, prevenindo resistência à insulina e auxiliando no controle da diabetes.
A vitamina C presente no quiabo estimula a produção de colágeno, proteína chave para manter a firmeza e elasticidade da pele, prevenindo o envelhecimento precoce. Isso o torna um aliado para a saúde da pele e o combate aos sinais do tempo.
Com pigmentos como luteína e zeaxantina, o quiabo ajuda a proteger os olhos dos danos causados pela radiação ultravioleta e pela luz azul emitida por telas e aparelhos eletrônicos, fortalecendo a saúde ocular.
A alta concentração de fibras do quiabo estimula os movimentos naturais do intestino e aumenta o volume das fezes, combatendo a prisão de ventre e promovendo uma digestão saudável.
As fibras solúveis do quiabo diminuem a absorção de gorduras no intestino, ajudando a equilibrar os níveis de colesterol no sangue e prevenindo doenças cardiovasculares, contribuindo para a saúde do coração.
O quiabo representa mais do que um alimento: é um símbolo da cultura africana e sua influência na gastronomia brasileira, que além de saborosa, é repleta de significado histórico e social. Sua presença constante nas mesas brasileiras confirma seu sucesso e importância.
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