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Número de infarto entre jovens aumenta em 180%, diz Ministério da Saúde; veja causas

Um levantamento da pasta revelou que, em 2000, menos de dois jovens a cada 100 mil habitantes precisaram de internação por ataque cardíaco.

Gabriel Alves

02 de junho de 2025 às 16:36   - Atualizado às 16:36

Pessoa tendo infarto.

Pessoa tendo infarto. Foto: Reprodução

Obesidade, sedentarismo, uso de drogas, anabolizantes e tabagismo lideram a lista de fatores de risco para infartos em jovens brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Esses hábitos, cada vez mais presentes entre pessoas com menos de 40 anos, contribuíram para o aumento expressivo nas internações por infarto nessa faixa etária.

Um levantamento da pasta revelou que, em 2000, menos de dois jovens a cada 100 mil habitantes precisaram de internação por infarto. Em 2024, o número subiu para quase cinco, o que representa um aumento de 180%. Os dados se referem apenas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e não consideram atendimentos na rede privada.

O cardiologista Roberto Giraldez alerta que a maioria dos casos poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular.

“Todos vão ter placas de gordura na circulação, o que acontece é que o indivíduo que tem esses fatores de risco, que fuma, que tem sobrepeso, que tem diabetes, ao invés de ter isso aos 70 anos vai ter aos 40 + mudança do estilo de vida, que o indivíduo faça dieta mais regular, mantenha controle de peso e faça atividade física. Que ele busque o médico para fazer tratamento adequado”, afirmou o especialista.

Giraldez reforça a importância da prevenção desde cedo e orienta que os jovens adotem uma rotina mais saudável para evitar complicações no futuro. Segundo ele, medidas simples como uma alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e o abandono de vícios podem fazer a diferença entre um diagnóstico precoce e uma emergência médica.

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Outra pesquisa

Um estudo publicado no dia 28 de abril, no periódico eBioMedicine, revelou que uma substância comum em potes de plástico pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa estimou que, em 2018, a exposição ao di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) causou 356.238 mortes por problemas cardíacos no mundo.

Cientistas da NYU Langone Health, nos Estados Unidos, lideraram o estudo e apontaram que cerca de 10% das mortes por doenças do coração entre adultos de 55 a 64 anos naquele ano estão ligadas aos ftalatos — compostos usados para tornar plásticos mais flexíveis e duráveis.

O DEHP aparece em diversos produtos do dia a dia, como embalagens de alimentos, brinquedos infantis, xampus e perfumes. A exposição acontece de várias formas: ingestão de alimentos em contato com o material, absorção pela pele ou inalação de partículas no ar, segundo os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA.

Outros estudos já haviam relacionado os ftalatos a problemas no sistema imunológico e reprodutivo. A substância também se associa ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes, fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

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