Aborto na Espanha Foto: Divulgação / IA
A Espanha vive um momento intenso no debate sobre o aborto, que alcançou números recordes em 2024 e ganhou nova dimensão política com a proposta do governo de incluir o aborto na Constituição espanhola. Dados oficiais mostram que, no último ano, foram registrados 106.172 abortos voluntários, um aumento de 2,9% em relação a 2023, número que reacende discussões sobre direitos reprodutivos, saúde pública e ética.
Entre os casos, 94,6% dos abortos na Espanha foram realizados por decisão da própria mulher, sem que houvesse risco grave à saúde ou malformações fetais, o que indica um crescimento da demanda por essa escolha. A faixa etária mais afetada são mulheres entre 20 e 24 anos, seguida por mulheres de 24 a 28 anos, além de um número significativo de adolescentes com até 19 anos.
A maior parte dos procedimentos continua ocorrendo em clínicas privadas, embora o setor público também tenha registrado aumento expressivo: os abortos em hospitais públicos praticamente dobraram em uma década, representando 21,25% do total. Para atender a essa demanda, o sistema público repassa recursos consideráveis para clínicas privadas, revelando uma complexa rede de serviços de saúde relacionados ao aborto.
Em meio a esses números, o governo de esquerda espanhol, liderado por Pedro Sánchez, apresentou uma proposta polêmica: consagrar o direito ao aborto na Constituição da Espanha. A intenção é garantir proteção jurídica máxima e impedir retrocessos futuros em relação aos direitos reprodutivos das mulheres. Caso a proposta seja aprovada, a Espanha será o segundo país no mundo a ter o aborto constitucionalmente protegido.
No entanto, a iniciativa gerou forte oposição de grupos cristãos, como a Aliança Evangélica Espanhola (AEE), que criticou duramente a proposta. Para a entidade, a inclusão do aborto na Constituição é “demagógica” e contraditória, uma vez que defendem que a vida humana começa na concepção e que o aborto representa a interrupção de uma vida. A AEE também aponta a falta de suporte emocional e alternativas para mulheres em situação de gravidez indesejada, como a adoção, o que, segundo eles, dificulta uma decisão verdadeiramente livre.
Além disso, a Aliança rejeita a criação de listas para profissionais de saúde que se recusam a realizar abortos por motivos de consciência, interpretando essa medida como uma forma de perseguição aos médicos que agem de acordo com suas convicções morais ou religiosas.
O debate sobre o aborto na Espanha segue acalorado, dividindo opiniões entre defesa dos direitos das mulheres e proteção da vida. Enquanto o governo busca avançar com a mudança constitucional, a sociedade espanhola observa atentamente as consequências que essa decisão pode trazer para o futuro das políticas de saúde e dos direitos humanos no país.
Da redação do Portal com informações do site Guiame
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