Cientistas revelam que o núcleo interno da Terra desacelerou, parou e começou a girar ao contrário, provocando mudanças no campo magnético que protege o planeta e influenciando o clima global.
Estudo indica que o núcleo da Terra parou de girar. Foto: Reprodução
Pesquisadores da Universidade de Pequim analisaram dados sísmicos de terremotos entre 1990 e 2023 e descobriram que o núcleo interno da Terra, uma esfera sólida de ferro e níquel a mais de 5 mil km da superfície, desacelerou sua rotação. Desde 2009, essa rotação chegou a praticamente parar e agora parece estar invertendo sua direção em relação à rotação do restante do planeta, marcando um fenômeno cíclico que já ocorreu antes, possivelmente com um ciclo de 70 anos. O núcleo interno já girava mais rápido que a superfície terrestre, mas essa rotação diferencial desapareceu, indicando que o núcleo interno e o manto estão girando na mesma velocidade.
Os cientistas utilizam ondas sísmicas geradas por terremotos que atravessam o núcleo da Terra. Essas ondas são desviadas pela rotação do núcleo interno, o que permite medir sua velocidade variável. Os dados coletados desde a década de 1960 até 2023 revelaram mudanças significativas na velocidade e direção dessa rotação, além de indícios de que o formato do núcleo interno está se deformando, com variações de até 100 metros em sua interface com o núcleo externo líquido.
O núcleo externo líquido em movimento gera o campo magnético que protege o planeta de radiações solares nocivas. Uma desaceleração e inversão na rotação do núcleo interno podem desestabilizar esse campo magnético, causando oscilações que interferem em sistemas de navegação global, comunicações via satélite e aumento da exposição a radiações. Embora não haja previsões imediatas de catástrofes, os cientistas alertam que acompanhar essas variações é essencial para prever possíveis alterações na proteção magnética do planeta.
A mudança na rotação do núcleo interno afeta a duração dos dias terrestres, com variações medidas em milissegundos que, ainda assim, influenciam correntes oceânicas e padrões climáticos a longo prazo. Pesquisadores estudam as conexões entre essas oscilações com mudanças do clima e até o nível do mar. Pequenas alterações no campo gravitacional devido ao núcleo podem ocasionar deformações na crosta terrestre, impactando o clima global e provocando mudanças sutis, porém relevantes, no equilíbrio ambiental.
Mudanças na interação entre o núcleo e o manto terrestre podem influenciar o movimento das placas tectônicas e a atividade sísmica. Oscilações internas podem gerar tensões que se manifestam em terremotos, vulcanismo e outras formas de instabilidade geológica, complicando o monitoramento e a previsão desses eventos naturais.
Este não é um evento isolado. Evidências indicam que a rotação diferencial do núcleo interno já foi detectada variando diversas vezes nas últimas décadas, sugerindo ciclos aproximados de 70 anos em que o núcleo pode desacelerar, parar e inverter sua rotação. Os especialistas ressaltam que o fenômeno é natural e faz parte da dinâmica do planeta, mas é crucial manter o monitoramento para compreender melhor suas consequências.
Especialistas como John Vidale, sismólogo da Universidade da Carolina do Sul, afirmam que a desaceleração do núcleo pode explicar por que os dias estão ficando mais curtos recentemente. Outros cientistas destacam que não se trata do núcleo parar de girar completamente, mas sim da rotação diferencial entre ele e o manto desaparecer, ou seja, ambos girando no mesmo ritmo, o que pode afetar o campo magnético, mas sem causar desastres imediatos.
Novos sensores sísmicos e métodos de análise serão empregados para monitorar a rotação do núcleo da Terra com maior precisão. Entender a relação entre as mudanças no núcleo e seus efeitos na superfície do planeta permitirá melhorar modelos de previsão de mudanças climáticas, atividade sísmica e estabilidade do campo magnético, possibilitando alertas precoces e adaptações necessárias.
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