Cometa 3I/ATLAS surpreende ao exibir cauda incomum. Créditos: Michael Jäger & Gerald Rhemann/Observatório Aéreo de Martinsberg via Spaceweather.com
O universo nunca deixa de surpreender quem observa o céu com curiosidade. Dessa vez, o protagonista é o cometa interestelar 3I/ATLAS, que acaba de reaparecer nos céus terrestres exibindo uma cauda tão enigmática quanto espetacular. O fenômeno, registrado por astrofotógrafos europeus e confirmado por especialistas, colocou a comunidade científica em alerta e reacendeu debates sobre as características e a origem desse que é apenas o terceiro objeto interestelar detectado em nosso Sistema Solar.
Desde sua descoberta em julho de 2025, 3I/ATLAS vem chamando atenção. Diferentemente dos cometas típicos, que mostram uma cauda única apontando para longe do Sol, esse visitante surpreendeu ao desenvolver múltiplas estruturas de cauda, algumas em direção ao Sol, um fenômeno visualmente impactante que rapidamente circulou entre astrônomos e entusiastas do espaço.
Os registros mais recentes mostram de quatro a cinco caudas, além de um jato fino diretamente apontado para a nossa estrela. Curiosamente, em algumas imagens captadas por astrônomos espanhóis, a cauda apresenta um aspecto “fumegante”, quase como se estivesse se desintegrando no espaço. Essas características desafiam a física cometária tradicional, pois nem sempre seguem o padrão de caudas voltadas para longe do Sol devido à ação do vento solar.
Segundo relatos oficiais, esse comportamento pode ser resultado de explosões localizadas na superfície do núcleo gelado do cometa. Ondas de gás e poeira são ejetadas a partir do aquecimento pelo Sol, mas no caso do 3I/ATLAS, a geometria e dinâmica únicas potencializam um visual ainda mais incomum e digno de estudo detalhado.
A excentricidade do fenômeno abriu espaço para especulações: entre elas, a ideia de que 3I/ATLAS seria uma nave alienígena. Contudo, especialistas são categóricos ao descartar qualquer comportamento artificial. O cometa segue seu curso calculado, sem variações que sugiram manobras ou desaceleração abrupta. “Ele não desacelerou nem liberou nenhuma pequena espaçonave” relatam astrônomos que acompanham cada movimento do visitante interestelar.
A astrometria, análise precisa de sua trajetória, mostra que 3I/ATLAS mantém percurso esperado, reforçando a leitura científica de que o objeto é de fato um cometa, vindo das profundezas do espaço interestelar e não uma engenhoca extraterrestre.
Para quem deseja observar esse show cósmico, portais especializados como The Sky Live e 3Iatlaslive reúnem dados em tempo real, incluindo posição atual, distância da Terra e previsões para próximas noites. Com o auxílio de softwares e telescópios amadores, já é possível identificar o cometa nas madrugadas de novembro, embora sua altitude e a luz da Lua possam dificultar em alguns momentos.
A cada novo registro, cresce a expectativa sobre o que mais 3I/ATLAS pode mostrar. Afinal, fenômenos como esse não são apenas raros; eles trazem pistas sobre a origem dos planetas, moléculas e, quem sabe, da própria vida. Para os especialistas, trata-se de uma oportunidade única de aprender com um visitante que atravessa as fronteiras do conhecimento.
A comunidade científica segue atenta, esperando que novas imagens possam revelar ainda mais sobre a estrutura da cauda, composição química e comportamento dinâmico do cometa. Caso surjam desvios ou fenômenos inesperados, isso pode inaugurar uma nova era no estudo de objetos interestelares.
Diante do inédito, fica o convite à curiosidade e ao desejo incessante de exploração. O 3I/ATLAS, com sua cauda multifacetada, agora faz história no panteão dos grandes enigmas celestes observados por nossa geração.
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