Nasa diz ter descoberto motivo pelo qual Marte perdeu toda a sua água. Foto: Reprodução/Nasa
A NASA revelou neste mês uma descoberta inédita que pode explicar por que Marte perdeu sua água e se tornou um planeta seco e inóspito.
De acordo com um artigo publicado pela agência espacial dos Estados Unidos, um fenômeno chamado pulverização catódica teve papel central nesse processo.
O estudo foi desenvolvido por cientistas da missão MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) e publicado na revista Science Advances.
A pulverização catódica acontece quando partículas eletricamente carregadas, vindas do Sol, colidem com a atmosfera de um planeta.
Esse impacto provoca a expulsão de átomos e moléculas, o que, ao longo do tempo, pode provocar a perda de gases essenciais e até de água. No caso de Marte, o processo foi agravado pela ausência de um campo magnético que protegesse a atmosfera.
A NASA explicou que, nos primeiros bilhões de anos da história de Marte, o planeta perdeu seu campo magnético. Sem essa camada protetora, a atmosfera ficou exposta aos ventos solares, compostos por partículas energéticas capazes de danificar estruturas moleculares.
Com o passar do tempo, esses ventos eliminaram boa parte da atmosfera e impediram que a água permanecesse em estado líquido na superfície.
A equipe responsável pela pesquisa conseguiu observar diretamente o fenômeno da pulverização catódica. Até então, os cientistas tinham apenas indícios indiretos desse processo.
Agora, pela primeira vez, conseguiram mapear a ação do vento solar sobre a atmosfera marciana em tempo real. Para isso, utilizaram três instrumentos a bordo da espaçonave MAVEN: um analisador de íons do vento solar, um magnetômetro e um espectrômetro de massa de gás neutro e íons.
Os cientistas precisaram registrar dados simultâneos durante o dia e a noite de Marte, em regiões de baixa altitude. Esse mapeamento exigiu anos de observações. A combinação das informações obtidas pelos equipamentos permitiu traçar um novo tipo de mapa do argônio, um gás presente na atmosfera do planeta, que se comporta de forma reveladora durante a pulverização catódica.
O estudo mostrou que os íons pesados, ao colidirem com a atmosfera, espalham o argônio, evidenciando o processo de perda atmosférica.
Segundo os dados da MAVEN, o fenômeno acontece com uma intensidade quatro vezes maior do que os cientistas haviam previsto anteriormente. A frequência da pulverização também aumenta significativamente durante tempestades solares, quando a atividade do Sol se intensifica.
Shannon Curry, pesquisadora principal da missão MAVEN e integrante do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, participou do estudo. Ela destacou a importância de ter testemunhado o fenômeno diretamente: “Já tínhamos encontrado as cinzas de uma fogueira. Mas agora conseguimos ver o fogo”. Curry comparou o impacto dos íons na atmosfera a um salto de bola de canhão em uma piscina, gerando um deslocamento repentino e amplo das moléculas presentes.
A nova descoberta traz informações relevantes sobre a história climática de Marte. Evidências anteriores já indicavam que, há bilhões de anos, o planeta tinha água líquida em abundância e até formas de vida simples, como microrganismos. No entanto, o que causou a perda desse ambiente ainda despertava dúvidas.
Com esse avanço, os cientistas têm agora um quadro mais completo sobre como a combinação entre ausência de campo magnético e atividade solar intensa contribuiu para transformar Marte no planeta árido que conhecemos hoje. A pesquisa oferece pistas importantes não apenas sobre o passado marciano, mas também sobre como ambientes planetários podem evoluir em outros lugares do universo.
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