Após 16 anos em um período de baixa atividade, nosso Sol exibe sinais claros de despertar, trazendo desafios e riscos para satélites, comunicações e redes elétricas na Terra.
Erupções solares. Foto: NASA
A NASA anunciou que o Sol voltou a apresentar um aumento significativo em sua atividade solar, um fenômeno que surpreendeu cientistas e contradiz as previsões anteriores. Após atingir em 2008 o nível mais baixo já registrado de atividade, o que era esperado ser um longo período de “mínimo solar profundo”, os dados mostram que o astro vem ficando progressivamente mais ativo desde então. Essa mudança gradual foi confirmada pelo estudo recente publicado no Astrophysical Journal Letters pelos pesquisadores Jamie Jasinski e Marco Velli, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL).
O aumento da atividade inclui um crescimento na emissão de partículas carregadas, chamadas de vento solar, além da maior frequência e intensidade de manchas solares, erupções solares e ejeções de massa coronal — enormes bolhas de plasma que partem da superfície solar. Todas essas manifestações indicam que o Sol está entrando em um ciclo mais ativo, o Ciclo Solar 25, que começou em 2020 e já está mostrando força maior que o ciclo anterior, considerado o mais fraco em 100 anos.
Até recentemente, as previsões apontavam que o Sol permaneceria em uma fase de baixa atividade por um período prolongado, cenário chamado “mínimo solar profundo”. Essa expectativa baseava-se em sinais anteriores de queda constante da atividade desde os anos 2000. O fato de essa tendência ter se invertido foi inesperado, conforme explicou o físico de plasma espacial Jamie Jasinski: “O Sol está acordando devagar, mas de forma constante”.
O Sol tem ciclos de aproximadamente 11 anos, marcados por fases de máxima e mínima atividade. Essas variações são reguladas pelo campo magnético solar, que se reorganiza periodicamente. O pico do Ciclo Solar 25, conhecido como máximo solar, já pode ter ocorrido entre 2023 e 2024, com um nível de manchas solares superior ao previsto inicialmente para julho de 2025. No entanto, o ciclo pode apresentar um segundo pico antes de começar a declinar, o que ainda traz incertezas para os cientistas.
A maior atividade solar significa um aumento no chamado clima espacial, que pode provocar tempestades geomagnéticas. Essas tempestades representam riscos reais para a infraestrutura tecnológica na Terra e para as operações no espaço, tais como:
Os eventos climáticos espaciais são resultado das erupções solares e ejeções de massa coronal que interagem com o campo magnético da Terra, podendo causar esses efeitos adversos.
Com o aumento da atividade solar, agências como a NASA e o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) intensificaram o monitoramento do Sol e do clima espacial. Novas missões estão programadas para acompanhar em tempo real essas mudanças, como a IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe) e a missão SWFO-L1 da NOAA, que deve ser lançada para monitorar tempestades solares e fornecer alertas antecipados, protegendo os satélites e astronautas.
A força e a duração dos ciclos solares podem variar bastante. Ciclos com maior amplitude tendem a ser mais curtos. No passado recente, o Ciclo Solar 24 foi um dos mais fracos e longos, mas o atual já superou em intensidade, surpreendendo até os modelos científicos que tentam prever o comportamento da nossa estrela.
Espera-se que o Ciclo Solar 26 comece entre 2029 e 2032 e que possa ser ainda mais energético. Isso indica que devemos nos preparar para uma década de atividade solar intensa, com maior probabilidade de tempestades solares severas e seus impactos tecnológicos.
Embora o fenômeno seja astronômico, seus efeitos atingem a vida diária através da possível instabilidade de serviços essenciais dependentes de tecnologia espacial, como telecomunicações, navegação e redes elétricas. Também traz desafios para missões espaciais humanas, como as da Artemis, que dependem de proteção contra radiações solares mais intensas.
Mesmo após séculos de estudos desde as primeiras observações de manchas solares no século XVII, o Sol continua apresentando surpresas. O atual despertar, inesperado e progressivo, reforça a importância de investirmos na ciência do clima espacial para proteção da vida e da tecnologia na Terra.
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