Conduzido por cientistas do Institute for Stem Cell Biology and Regenerative Medicine (InStem), na Índia, é avaliado se o potencial dessa substância seerve como fonte alternativa de nutrição.
Leite de Barata. Foto: Reprodução/Internet
Uma pesquisa publicada no Journal of the International Union of Crystallography revelou que o chamado “leite de barata” pode ser até quatro vezes mais nutritivo que o leite de vaca ou de búfala. O estudo foi conduzido por cientistas do Institute for Stem Cell Biology and Regenerative Medicine (InStem), na Índia, e avalia o potencial dessa substância como fonte alternativa de nutrição.
O líquido não é produzido por qualquer espécie de barata. Ele vem da Diploptera punctata, o único tipo conhecido que dá à luz filhotes vivos. Durante a gestação, a fêmea produz um fluido nutritivo para alimentar a prole, e esse líquido contém cristais ricos em proteínas.
Quando analisado em laboratório, o “leite” apresentou alto teor de proteínas, aminoácidos essenciais, lipídios e açúcares. Segundo os pesquisadores, o valor energético é de três a quatro vezes superior ao encontrado no leite de vaca ou de búfala.
De acordo com o estudo, os cristais proteicos produzidos pela Diploptera punctata apresentam uma liberação lenta e contínua de nutrientes, o que poderia fornecer energia de forma prolongada. Essa característica desperta o interesse de cientistas que buscam alternativas para a alimentação no futuro, especialmente em cenários de aumento populacional e necessidade de fontes sustentáveis de nutrição.
Os pesquisadores ressaltam que a substância não é obtida diretamente de insetos para consumo humano. Em vez disso, o processo envolve a síntese dos cristais em laboratório, o que poderia garantir viabilidade e segurança alimentar.
Apesar do nome e da origem pouco comum, o “leite de barata” não teria o sabor associado a insetos. Trata-se de um produto cristalizado, sem resíduos do animal, com perfil nutricional concentrado. Essa forma de apresentação poderia facilitar a aceitação do alimento, que poderia ser usado em receitas ou bebidas, como cafés e vitaminas.
Embora o estudo aponte benefícios nutricionais, a introdução do “leite de barata” na dieta humana depende de diversas etapas. É necessário garantir que o processo de produção seja seguro, escalável e regulamentado. Além disso, existe o desafio cultural: a ideia de consumir algo derivado de baratas pode gerar resistência em grande parte dos consumidores.
Pesquisadores defendem que avanços tecnológicos e campanhas de conscientização sobre novas fontes de proteína podem ajudar a quebrar barreiras e ampliar a aceitação de alternativas alimentares como essa.
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