Cachorro e Gato. Foto: Reprodução
A inteligência artificial está dando passos importantes para estreitar a comunicação entre humanos e animais de estimação. Projetos e aplicativos já trabalham para interpretar sons emitidos por cães e gatos, transformando-os em mensagens compreensíveis para seus tutores.
Entre as iniciativas mais conhecidas, o aplicativo MeowTalk tem se destacado ao tentar identificar intenções e emoções nos miados dos gatos. A proposta é simples: captar o som emitido pelo felino, processá-lo com tecnologia de IA e oferecer ao tutor uma interpretação aproximada, como “quero comida” ou “quero atenção”.
A ferramenta se baseia em um banco de dados alimentado por gravações e classificações feitas pelos próprios usuários, aprimorando os resultados à medida que recebe mais interações.
Além dos aplicativos voltados para gatos, grandes empresas também investem na tradução de sons de outros animais. A gigante chinesa Baidu, por exemplo, registrou patentes que buscam traduzir latidos e miados para linguagem humana. A ideia é criar um sistema que reconheça padrões específicos de frequência, tom e duração dos sons emitidos, associando-os a necessidades ou estados emocionais dos animais.
Segundo especialistas, esses avanços podem mudar a forma como tutores compreendem o comportamento dos pets. Embora cães e gatos já consigam se comunicar por gestos, expressões e sons, a tecnologia promete oferecer interpretações mais precisas, especialmente em situações de estresse, dor ou ansiedade, quando sinais podem passar despercebidos.
Os sistemas de tradução animal utilizam aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural adaptado para sons não humanos. A IA analisa milhares de amostras sonoras, busca padrões e estabelece associações com comportamentos observados.
No caso do MeowTalk, o aplicativo cria um perfil para cada gato, ajustando-se às variações individuais da “voz” do animal. Já o projeto da Baidu aposta em um banco de dados universal, que poderia ser aplicado a qualquer pet, sem a necessidade de treinar o sistema para cada indivíduo.
Tutores de pets podem ganhar um recurso valioso para interpretar situações que, até então, dependiam de observação e interpretação pessoal. A tecnologia pode ajudar a identificar quando um animal sente dor, desconforto ou fome, melhorando a resposta e o cuidado.
Veterinários também veem possibilidades de uso no acompanhamento clínico, especialmente com animais que apresentam doenças crônicas ou que precisam de monitoramento constante. Com dados mais precisos sobre o comportamento vocal dos pets, o atendimento poderia ser mais direcionado.
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