Pessoa bebendo cerveja. Foto: Freepik.
O impacto causado pela mudança de comportamento dos consumidores mais jovens é tão grande que a indústria do álcool enfrentou perdas estimadas em US$ 830 bilhões nos últimos anos.
Mas essa queda não tem origem em uma recessão global ou em uma crise financeira convencional. Ao contrário: a transformação está enraizada em hábitos e valores que vêm sendo redefinidos pela Geração Z — o grupo nascido entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010.
Enquanto mercados tradicionais se ajustam lentamente, a realidade é clara: essa geração não parou de socializar, mas decidiu fazer isso de forma diferente.
Em vez de bares e bebidas, os jovens estão optando por espaços e produtos que refletem objetivos de longo prazo, saúde, performance, bem-estar e autocontrole.
A transformação começou nas escolhas de estilo de vida. Aquilo que antes era encarado como “noite de diversão” passou a ser reinterpretado.
A Geração Z está trocando shots por suplementos, noitadas por treinos intensos, e, talvez o mais significativo, a tradicional ressaca pós-balada pela busca por desempenho físico e mental.
Academias, estúdios de yoga e pilates, espaços de bem-estar e clubes de corrida tornaram-se os novos pontos de encontro social. Atividades que promovem saúde e conexão — em vez do consumo de álcool — agora são vistas como parte central da identidade social e do lazer.
Essa mudança de foco está diretamente ligada a valores que priorizam longevidade, consciência corporal e equilíbrio. Com tanta ênfase em performance e qualidade de vida, produtos e experiências que reforçam esses pilares ganharam espaço rapidamente.
Enquanto a indústria do álcool vê receitas despencarem, o mercado de wellness, fitness e saúde mental vive um dos maiores booms da história.
Suplementos nutricionais com foco em energia, recuperação e desempenho ganharam tração.
Aplicativos de meditação, programas de treino personalizados e comunidades de bem-estar floresceram, atraindo consumidores dispostos a investir mais em qualidade de vida do que em bebidas alcoólicas.
Empresas que antes atuavam em nichos específicos passaram a ampliar ofertas, investindo em soluções que combinam performance física com suporte emocional e mental. O resultado? Um ecossistema lucrativo e expansivo que capitaliza a crescente demanda por produtos e experiências que elevem o bem-estar como um todo.
Toda geração tem suas paixões e seus “vícios”. Para a Geração Z, o novo vício é longevidade, foco e autocontrole. Esses valores substituíram, em grande parte, a cultura tradicional de consumo de álcool. Não se trata de renúncia — mas de redefinição.
A indústria do álcool, por sua vez, começa a se mover em direção a versões sem álcool e alternativas mais alinhadas com tendências de saúde.
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