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Especialistas alertam para riscos de desenhos da geração Z no desenvolvimento infantil

Cores vibrantes e trocas rápidas de cena podem causar super-estimulação e reduzir a capacidade de concentração das crianças.

Beto Dantas

15 de janeiro de 2026 às 15:52   - Atualizado às 15:54

GEração Alpha, ja nasceu com as telas, conectadas.

GEração Alpha, ja nasceu com as telas, conectadas. Foto: www.parent24.com

A forma como as crianças consomem entretenimento mudou drasticamente nas últimas décadas. Em primeiro lugar, desenhos modernos, muitas vezes criados para plataformas de vídeos curtos, apresentam uma estética de "hiper-estímulo". De fato, produções com cortes a cada dois segundos e sons constantes estão sendo associadas por psicólogos ao aumento da irritabilidade e à dificuldade de manter o foco em atividades do mundo real.

O impacto no córtex pré-frontal

O cérebro da criança pequena ainda está em formação e não possui filtros para processar informações tão velozes. Além disso, o excesso de dopamina gerado por esses conteúdos viciantes pode prejudicar o desenvolvimento do córtex pré-frontal, responsável pelo controle de impulsos. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, o uso excessivo desses desenhos está sendo ligado a sintomas que mimetizam o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O perigo dos conteúdos não filtrados

Outro ponto de alerta envolve a segurança do que é exibido em plataformas de streaming. Dessa forma, algoritmos podem acabar sugerindo vídeos que parecem infantis, mas que trazem mensagens inadequadas ou perturbadoras ocultas sob uma estética colorida. Conforme o site UOL, o fenômeno conhecido como "Elsagate" mostrou que personagens populares são frequentemente usados em animações bizarras que driblam os filtros de controle parental.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde

A ciência médica tem sido enfática sobre o tempo de exposição às telas. Contudo, além do tempo, a qualidade do que se assiste é determinante para a saúde mental. De acordo com a revista Exame, a recomendação atual é que desenhos com ritmos mais lentos e narrativas educativas sejam priorizados para evitar a fadiga cerebral. De acordo com o portal R7, a substituição de telas por brincadeiras sensoriais continua sendo a melhor estratégia para garantir um crescimento saudável.

O papel dos pais na curadoria digital

O controle do que os filhos assistem tornou-se uma das tarefas mais complexas da educação moderna. Portanto, o que estamos vendo é a necessidade de uma curadoria ativa por parte dos responsáveis, selecionando desenhos que respeitem o tempo de aprendizado da criança. De acordo com especialistas em pedagogia, o equilíbrio entre a tecnologia e o lúdico é essencial para proteger a integridade emocional das novas gerações.

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