ChatGPT em um celular. Foto: Reprodução
A transformação digital deixou de ser uma tendência distante e passou a fazer parte do dia a dia da indústria brasileira. Nos últimos dois anos, o uso de inteligência artificial (AI) no setor cresceu 163%, um salto que evidencia a mudança de mentalidade das empresas diante da necessidade de ganhar eficiência, competitividade e velocidade.
Segundo dados do IBGE, a parcela de indústrias que utilizam AI saiu de 16,9% para quase 42%, um avanço significativo em um curto espaço de tempo.
Esse crescimento não aconteceu por acaso. A pressão por redução de custos operacionais, otimização de processos e tomada de decisão baseada em dados fez com que a tecnologia deixasse de ser vista como luxo e passasse a ser encarada como investimento estratégico.
Um dos principais motores dessa evolução foi a popularização das ferramentas generativas, como o ChatGPT. Essas soluções abriram caminho para aplicações mais acessíveis e versáteis, indo além da automação tradicional.
Hoje, a AI é utilizada para prever falhas em equipamentos, otimizar cadeias de suprimentos, melhorar o controle de qualidade e até apoiar áreas administrativas e de engenharia.
Esse movimento acontece em paralelo a um cenário em que cerca de 89% das indústrias brasileiras já utilizam algum tipo de recurso digital avançado, como computação em nuvem, sensores inteligentes, robótica e sistemas integrados.
A combinação dessas tecnologias cria um ambiente mais ágil, conectado e preparado para decisões em tempo real.
Enquanto a digitalização avança, o teletrabalho segue uma trajetória inversa dentro do setor industrial. Após um período de maior adoção, muitas empresas optaram por retomar o modelo presencial, especialmente nas operações ligadas à produção.
O trabalho remoto permanece, em geral, restrito a áreas administrativas, de projetos e de tecnologia.
Essa escolha reflete as particularidades da indústria, onde grande parte das atividades exige presença física, interação com máquinas e acompanhamento direto dos processos produtivos. Ainda assim, a tecnologia continua sendo essencial para integrar equipes, dados e operações.
Apesar dos avanços, a digitalização da indústria brasileira enfrenta obstáculos relevantes. O principal deles é financeiro.
Os altos custos de implementação, manutenção e atualização das soluções de AI ainda pesam no orçamento, especialmente para pequenas e médias empresas.
Além disso, a escassez de profissionais qualificados limita a expansão do uso da tecnologia. A falta de especialistas em dados, AI e automação dificulta não apenas a adoção, mas também a extração do máximo valor dessas ferramentas.
Superar esse desafio passa por investimentos em capacitação, parcerias e políticas de incentivo à inovação.
A indústria brasileira avança rapidamente na direção da inteligência artificial, mas o ritmo futuro dependerá de como empresas e governo irão enfrentar essas barreiras estruturais.
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