João Marinho Neto recebeu reconhecimento oficial do Livro dos Recordes após validação de documentos históricos e registros de nascimento.
08 de maio de 2026 às 12:15 - Atualizado às 12:21
João Marinho, o homem mais longevo do mundo. Foto: Reprodução/Redes sociais
O cearense João Marinho Neto, de 113 anos, foi reconhecido oficialmente pelo Guinness World Records como o homem vivo mais longevo do planeta.
Apesar de já ocupar o posto desde 2024, João recebeu o certificado oficial de reconhecimento no ano passado, consolidando o recorde internacional de longevidade.
Natural de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, João Marinho Neto nasceu no dia 5 de outubro de 1912. Ainda criança, mudou-se com a família para Apuiarés, cidade do interior cearense onde construiu grande parte da sua história de vida. Em 2026 ele completa 114 anos.
Atualmente, ele vive em uma instituição para idosos por decisão própria, principalmente devido a dificuldades na visão.
Segundo familiares e pessoas próximas, João mantém a lucidez, gosta de conversar e continua sendo bastante querido pela comunidade local.
A história do cearense ganhou repercussão internacional após a validação da sua idade através de documentos civis e registros históricos analisados pelo Guinness World Records.
Pesquisadores e especialistas em envelhecimento também demonstram interesse no caso para entender fatores ligados à sua longevidade.
Em entrevista concedida no ano passado, João Marinho Neto revelou alguns dos hábitos que acredita terem contribuído para chegar aos 113 anos. Segundo ele, sua alimentação simples sempre incluiu produtos tradicionais do interior nordestino, como ovo de galinha caipira, farinha, rapadura e uva.
O reconhecimento transformou João em símbolo de longevidade no Brasil e chamou atenção para histórias de idosos centenários no Nordeste.
Além do título mundial, a trajetória do cearense atravessa mais de um século de mudanças históricas, sociais e tecnológicas vividas no Brasil e no mundo.
João Marinho recebe aposentadoria há 47 anos, conforme dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício foi concedido em 1978, quando ele tinha 66 anos, por sua atuação como empregador rural, sua principal atividade ao longo da vida.
Antes de alcançar o reconhecimento global, João já era considerado o homem vivo mais velho do Brasil e da América Latina.
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