Os pesquisadores perceberam que o consumo em excesso desse ingrediente fez os pacientes responderem menos aos remédios de imunoterapia e também teve relação com uma menor chance de sobrevivência.
Café com adoçante. Foto: Reprodução/Internet
Um novo estudo divulgado nesta quinta-feira, 31 de julho, pela revista Cancer Discovery revelou que a sucralose, um dos adoçantes artificiais mais utilizados no mundo, pode interferir negativamente na eficácia da imunoterapia em pacientes com câncer. O alerta se baseia em resultados obtidos em testes com animais e análises feitas com pacientes em tratamento contra melanoma e câncer de pulmão de não pequenas células.
A sucralose aparece frequentemente em alimentos e bebidas industrializadas com apelo dietético, como refrigerantes e adoçantes de mesa, sendo amplamente recomendada para quem busca reduzir o consumo de açúcar ou controlar a glicemia.
No entanto, os pesquisadores perceberam que o consumo em excesso desse ingrediente fez os pacientes responderem menos aos remédios de imunoterapia e também teve relação com uma menor chance de sobrevivência.
A pesquisa liderada por Abby Overacre, professora da Universidade de Pittsburgh, apontou que a sucralose altera o microbioma intestinal, o conjunto de microrganismos que vivem no trato digestivo. Essas alterações favoreceram o crescimento de bactérias que degradam a arginina, um aminoácido essencial para o funcionamento das células T, responsáveis por combater infecções e células tumorais.
Quando os níveis de arginina no organismo caíram, os medicamentos imunoterápicos, como os que utilizam inibidores do ponto de controle imunológico (ex: anti-PD1), perderam parte da sua eficácia. Os testes realizados em camundongos com melanoma e adenocarcinoma mostraram que os animais que consumiram sucralose desenvolveram tumores maiores e apresentaram menor sobrevida.
Em contrapartida, quando os pesquisadores suplementaram a dieta dos animais com arginina ou citrulina substâncias que aumentam os níveis de arginina no sangue, os efeitos negativos da sucralose desapareceram, e a imunoterapia voltou a funcionar como esperado.
Além dos testes com animais, a equipe avaliou o consumo de adoçantes artificiais em 13 pacientes com câncer em estágio avançado, todos em tratamento com imunoterapia, isoladamente ou combinada com quimioterapia. Os pacientes preencheram questionários alimentares detalhados, informando a frequência de consumo de sucralose, especialmente em bebidas como café, chá e refrigerantes dietéticos.
Os resultados indicaram que os pacientes com maior ingestão de sucralose também apresentaram menor resposta à imunoterapia. Para os cientistas, esses dados reforçam o impacto potencial da alimentação na resposta ao tratamento oncológico e acendem um alerta para a necessidade de orientação nutricional mais personalizada durante terapias imunológicas.
Os autores do estudo acreditam que os suplementos alimentares, como a citrulina, podem ajudar a contornar os impactos da sucralose sobre o sistema imune. Segundo o imunologista Diwakar Davar, autor sênior da pesquisa, esses dados abrem caminho para o desenvolvimento de estratégias nutricionais complementares para pacientes em tratamento.
“Essas observações levantam a possibilidade de desenvolver prebióticos ou suplementações específicas para pacientes que consomem altos níveis de sucralose durante a imunoterapia”, explicou Davar.
Agora, os pesquisadores planejam lançar um ensaio clínico para testar, de forma mais ampla, se a suplementação com citrulina pode de fato modular o microbioma intestinal e restaurar a resposta imunológica em pacientes oncológicos.
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