Mulher com enxaqueca. Foto: Reprodução
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica que atinge cerca de um em cada sete brasileiros, afetando mais de 30 milhões de pessoas no país, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Longe de ser uma simples dor de cabeça, a condição é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a terceira doença mais prevalente do mundo e a segunda mais incapacitante.
O impacto vai além do físico: também atinge o lado emocional e social, afastando milhões de pessoas do trabalho e de atividades do cotidiano.
Para o médico da dor Felipe Brambilla, é essencial entender que enxaqueca não é frescura e não se resolve com analgésicos comuns.
“É preciso tratar a dor com seriedade, buscar diagnóstico e acompanhamento. A enxaqueca é multifatorial e precisa de atenção individualizada”, afirma o especialista.
Sintomas mais comuns da enxaqueca incluem:
Aura (em alguns casos): alterações visuais (pontos brilhantes, linhas em zigue-zague, visão embaçada), formigamentos, alterações na fala ou dificuldade de concentração
Já a dor de cabeça comum, como a cefaleia tensional, é geralmente mais leve ou moderada, apresenta uma sensação de pressão nos dois lados da cabeça e não costuma vir acompanhada de sintomas neurológicos.
“Em resumo: a enxaqueca é mais incapacitante, mais duradoura, piora com atividade física e vem acompanhada de sintomas associados, enquanto a dor de cabeça comum é mais branda e passageira”, explica Brambilla.
Com o avanço das pesquisas e da tecnologia, o tratamento da enxaqueca evoluiu para muito além dos analgésicos tradicionais. Segundo o médico da dor Felipe Brambilla, os métodos atuais são mais precisos, eficazes e personalizados, voltados não apenas para o alívio dos sintomas, mas para o combate direto às causas da dor.
“O entendimento moderno da enxaqueca permite que a abordagem seja individualizada e que o foco seja o controle da dor a longo prazo”, explica o especialista.
Brambilla destaca cinco frentes que vêm revolucionando o cuidado com a dor crônica:
A neuromodulação é uma técnica inovadora que utiliza estímulos elétricos ou magnéticos para reprogramar o funcionamento do sistema nervoso.
Ela pode ser feita com equipamentos externos, como a estimulação magnética transcraniana (EMT), ou com dispositivos implantáveis, especialmente eficazes em dores neuropáticas de difícil controle — como aquelas causadas por lesões nervosas, problemas na coluna ou pós-operatórios.
O uso de ultrassom e tomografia em procedimentos médicos permite identificar com precisão milimétrica a origem da dor.
Isso possibilita aplicar medicamentos diretamente no local exato, em intervenções como bloqueios anestésicos, infiltrações e radiofrequência — técnica que inativa seletivamente os nervos responsáveis pela dor em articulações como coluna e joelho.
O arsenal de medicamentos também evoluiu. Para casos de enxaqueca, já existem injeções com anticorpos monoclonais que bloqueiam a CGRP, molécula associada à dor.
Esses medicamentos têm ação prolongada e provocam menos efeitos colaterais. Outro campo que ganha espaço é o uso de canabinoides medicinais, sob orientação médica, especialmente indicados para dor neuropática e oncológica.
Terapias com plasma rico em plaquetas (PRP) e células-tronco vêm sendo testadas com bons resultados em dores articulares. A proposta é regenerar tecidos danificados, atuando diretamente na origem do problema, e não apenas mascarando a dor.
Embora ainda em estágio de desenvolvimento, esses tratamentos vêm se destacando em casos que envolvem joelhos, ombros e coluna.
Por fim, o tratamento da dor requer uma visão ampla e integrada, com atuação conjunta de neurologistas, fisiatras, psicólogos e especialistas em dor.
Cada paciente deve receber um plano terapêutico personalizado, que considere não só o tipo de dor, mas também fatores emocionais, estilo de vida e histórico de saúde.
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