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Do betume ao digital: as curiosidades que marcaram a evolução da fotografia mundial

Saiba como a primeira foto da história levou oito horas para ser feita e conheça os recordes de 2026.

Beto Dantas

28 de janeiro de 2026 às 18:27   - Atualizado às 18:27

View from the Window at Le Gras, a primeira fotografia da história

View from the Window at Le Gras, a primeira fotografia da história Crédito: Wikimedia Commons

A fotografia é, essencialmente, a arte de escrever com a luz. Desde as primeiras experiências com a câmara escura na Grécia Antiga até os sensores ultra-tecnológicos dos smartphones de 2026, a capacidade humana de congelar o tempo transformou a forma como percebemos a realidade. O que hoje resolvemos com um toque na tela de milissegundos, no passado exigia conhecimentos profundos de química, física e, acima de tudo, uma paciência monumental.

A primeira foto e o teste da paciência

A primeira fotografia de que se tem registro na história foi feita pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, por volta de 1826. Intitulada "Vista da Janela em Le Gras", a imagem não foi capturada em papel, mas sim em uma placa de estanho coberta com betume da Judeia. De acordo com informações do portal Brasil Escola, para que a imagem fosse fixada, a placa precisou ficar exposta à luz solar por cerca de oito horas seguidas. Por causa desse longo tempo, o sol iluminou os dois lados do prédio na imagem, criando um efeito visual curioso e tecnicamente impossível em tempos de obturadores rápidos.

A revolução das cores e a fécula de batata

A transição para o colorido também guarda segredos inusitados. Antes dos filmes modernos, os irmãos Lumière lançaram, em 1907, o Autocromo, o primeiro processo comercial de fotografia colorida. Segundo o blog eMania, a técnica utilizava milhões de grãos microscópicos de fécula de batata tingidos de vermelho, verde e azul para filtrar a luz. Já a primeira fotografia colorida permanente da história foi obtida muito antes, em 1861, pelo físico James Clerk Maxwell, que utilizou três filtros diferentes para compor a imagem de um laço de fita.

A era digital e os números de 2026

A mudança de paradigma da fotografia analógica para a digital ocorreu nos laboratórios da Kodak em 1975, quando o engenheiro Steven Sasson criou o primeiro protótipo de câmera digital, que pesava quase 4 kg e gravava imagens em fita cassete. Conforme dados do Jornal da USP, a primeira foto digital tinha apenas 10 mil pixels (0,01 megapixel). Em comparação, em 2026, a soberania dos smartphones é absoluta: estima-se que mais de 92% das fotos tiradas no mundo venham de dispositivos móveis.

De acordo com o portal Fotto, a humanidade produz atualmente cerca de 2 trilhões de fotos por ano, o que equivale a mais de 60 mil registros por segundo. Segundo informações do Guinness World Records, esse volume massivo de dados gerou recordes impressionantes, como a maior galeria de fotos online e o maior mosaico físico já construído com retratos individuais.

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Conforme aponta o portal Terra, a fotografia em 2026 não é mais apenas um registro estático, mas uma ferramenta integrada à inteligência artificial e à realidade aumentada. A trajetória que começou com uma placa de metal pesada e oito horas de sol culminou em um mundo onde cada cidadão carrega no bolso uma potência tecnológica capaz de imortalizar qualquer fração de segundo com nitidez absoluta.

 

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