Monte Everest Wikipedia Commons/Divulgação
Quando se fala no Monte Everest, logo pensamos no ponto mais alto da Terra o lendário “teto do mundo”, onde o ar é rarefeito e poucos se atrevem a chegar. Mas o que muitos desconhecem é um detalhe surpreendente: o topo do Everest é composto por calcário marinho, uma rocha formada por sedimentos acumulados no fundo de antigos oceanos.
Essa revelação muda completamente a maneira como enxergamos a montanha. O que hoje é símbolo de altitude extrema, já foi um leito oceânico coberto por água e vida marinha. Sim, a mais imponente montanha do planeta já esteve submersa.
A explicação para isso está no movimento das placas tectônicas, que, ao se chocarem há milhões de anos, empurraram para cima as camadas de rochas marinhas. Esse processo deu origem à imensa cadeia montanhosa do Himalaia e elevou o Monte Everest até os atuais 8.848 metros de altitude.
O que mais intriga é o tipo de rocha encontrado no topo: o calcário marinho costuma se formar a partir de restos de organismos como conchas e corais, típicos de ambientes aquáticos. A presença desse material a quase nove mil metros acima do nível do mar é um sinal claro das mudanças drásticas que o planeta já enfrentou.
Para além da ciência, esse dado também desperta reflexões mais profundas. Entre curiosos e estudiosos, há quem veja nessa formação uma possível ligação com antigos relatos sobre um grande dilúvio, tema presente em várias culturas e tradições ao redor do mundo. Seria o Everest um vestígio natural de um passado coberto por águas?
Independentemente de crenças ou interpretações, o fato é que o Monte Everest carrega consigo mais do que rochas e gelo. Ele guarda memórias geológicas do planeta, pistas de um mundo que se transforma constantemente — e que ainda guarda muitos segredos sob a superfície.
O que era oceano se tornou cume. E no topo do mundo, a Terra ainda sussurra histórias de um passado submerso.
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