Crianças no celular e tablet. Foto: FreePik.
Quem foi criança nos anos 80 e 90 lembra bem como as coisas eram diferentes. Em primeiro lugar, a gente passava o dia inteiro correndo na rua, andava de bicicleta sem proteção e bebia água direto da mangueira do jardim. De fato, hoje as crianças vivem em um mundo de "cuidado total". De 2015 em diante, o joelho ralado foi trocado por horas e horas com o pescoço curvado olhando para a tela de um celular ou tablet.
A diferença entre o perigo de antes e o de agora
A preocupação dos pais mudou muito de uns anos para cá. Além disso, se antigamente o maior medo era cair de uma árvore ou chegar em casa sujo de barro, hoje o perigo está dentro do próprio quarto, na internet e nos jogos online. Nesse sentido, médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) dizem que, mesmo ficando mais seguras dentro de casa, as crianças estão ficando mais tristes e ansiosas porque não tomam sol e não convivem com outros amigos.
O banho de mangueira e a diversão sem gastar nada
Antigamente, quando não tinha nada para fazer, a gente inventava nossa própria diversão. Dessa forma, qualquer caixa de papelão virava um carrinho e um balde de água já era uma festa no quintal. Conforme estudos da UNESCO, esse tipo de brincadeira é o que ensina a criança a ser esperta e a se dar bem com os outros. Hoje, em dois mil e vinte e seis, o desafio dos pais é conseguir que os filhos larguem o videogame para sentirem o pé no chão e o vento no rosto.
Proteger demais pode ser um problema no futuro
Muitos especialistas acreditam que as crianças de hoje estão ficando "mimadas" pela tecnologia e pelo excesso de proteção. Contudo, quando os pais não deixam a criança se sujar ou resolver pequenos problemas sozinha, ela acaba não aprendendo a ser forte. De acordo com o portal de saúde Psychology Today, a liberdade que os pais tinham no passado é o que criava adultos mais corajosos. Dessa forma, o excesso de cuidado de hoje pode acabar criando jovens que têm medo de tudo e dependem sempre dos outros.
O segredo é equilibrar a internet com o pé na terra
Não dá para fugir da tecnologia, mas não podemos esquecer das coisas simples da vida. Portanto, o grande desafio para as famílias em dois mil e vinte e seis é deixar os filhos usarem a internet, mas também obrigar que eles saiam para brincar ao ar livre. De acordo com o UNICEF, correr e brincar livre continua sendo o melhor remédio para uma criança crescer feliz e saudável. Afinal, as melhores lembranças da vida não ficam gravadas no celular, mas sim na memória das brincadeiras de verdade.
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