Pernambuco, 25 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Criador do ChatGPT diz que profissões vão acabar com evolução da I.A; saiba quais

Segundo ele, a IA já supera qualquer ser humano em várias tarefas cognitivas.

Cami Cardoso

03 de julho de 2025 às 13:04   - Atualizado às 13:26

ChatGPT

ChatGPT Foto: Reprodução / Internet

O futuro chegou e, segundo Sam Altman, CEO da OpenAI, nós já passamos do ponto sem volta. Em um ensaio recente, o executivo defende que a humanidade entrou em um caminho sem retorno rumo à criação de uma superinteligência digital. Para ele, a transformação já está em andamento, mesmo que muitos ainda não tenham percebido.

“Já decolamos”, afirmou Altman em uma publicação nas redes sociais. A frase resume seu ponto de vista: não estamos mais nos perguntando se isso vai acontecer, mas sim como vamos lidar com as consequências.

Ao contrário das imagens cinematográficas de robôs caminhando entre nós ou de máquinas dominando o planeta, Altman vê uma revolução mais sutil e, talvez por isso mesmo, mais inquietante. A popularização de ferramentas como o ChatGPT já demonstra o impacto profundo da inteligência artificial na forma como vivemos e trabalhamos.

Segundo ele, a IA já supera qualquer ser humano em várias tarefas cognitivas, e sua adoção acelerada mostra que grande parte da sociedade já se tornou, em maior ou menor grau, dependente dessas tecnologias.

Oportunidades e riscos

Altman reconhece que o potencial da IA é imenso. Cientistas e profissionais de diferentes áreas estão dobrando ou até triplicando sua produtividade com a ajuda de assistentes baseados em inteligência artificial. Isso pode acelerar o progresso em ritmo nunca antes visto.

Ele projeta um futuro onde a automação alcançará níveis quase autossuficientes: robôs construindo outros robôs, data centers fabricando novos data centers. Um ciclo produtivo que praticamente dispensa a intervenção humana direta.

Veja Também

Mas junto com as oportunidades, vêm os desafios. Um dos principais é o risco de erros em larga escala. “Uma pequena falha pode causar danos massivos se afetar milhões de pessoas ao mesmo tempo”, alerta o CEO.

E se a automação crescer nesse ritmo, o impacto no mercado de trabalho será inevitável. Altman prevê o desaparecimento de profissões inteiras, o que pode assustar num primeiro momento. Porém, ele compara essa transição à extinção dos acendedores de lampiões, um trabalho essencial no passado, mas que hoje parece impensável. Da mesma forma, empregos que hoje parecem indispensáveis poderão perder o sentido em um mundo movido por IA.

Profissões que podem acabar

  • Digitador e operador de entrada de dados
  • Caixa de supermercado e bilheteiros
  • Atendente de telemarketing
  • Operador de máquina de impressão
  • Assistentes administrativos 

Profissões que não correm riscos

  • Chefes Executivos
  • Engenheiros Civis
  • Técnicos de Engenharia Elétrica
  • Oficiais de Políticas de Saúde Pública
  • Advogados 

A quem a inteligência artificial vai servir?

Entre os pontos mais sensíveis destacados por Altman está o chamado “problema do alinhamento”: como garantir que sistemas tão poderosos estejam realmente servindo aos interesses humanos, e não apenas otimizando métricas como atenção, lucro ou engajamento?

Além disso, ele chama atenção para a concentração de poder. A criação de uma superinteligência traz riscos geopolíticos sérios se ela for controlada por apenas alguns países, empresas ou grupos econômicos. Altman defende que essa tecnologia deve ser acessível, barata e amplamente distribuída, como forma de evitar o agravamento das desigualdades sociais e econômicas.

Em sua visão, é fundamental encontrar formas justas de compartilhar os benefícios da IA com toda a humanidade, e não apenas com quem estiver à frente da corrida tecnológica.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:46, 25 Ago

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Lula em Campanha para Presidente em 1989
Eleições 2026

Desde 1989, Lula fala em combater a fome; promessa volta ao centro do debate em 2026

Há 37 anos, o combate à fome faz parte do discurso político de Lula e volta a ganhar destaque em meio ao cenário eleitoral brasileiro.

William Bonner.
Curiosidade

William Bonner não tem diploma de jornalismo; conheça a formação do apresentador

No Brasil, o diploma superior na área não é requisito obrigatório para o exercício da profissão desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência prevista na legislação.

População de baleias-jubarte  cresce 27 vezes no Brasil após décadas de proteção
Mundo Animal

População de baleias-jubarte cresce 27 vezes no Brasil após décadas de proteção

Estimativa de 35 mil animais na costa brasileira marca uma das maiores recuperações de mamíferos marinhos após o fim da caça.

mais notícias

+

Newsletter