Cometa interestelar 3I/ATLAS acelera a 68 km/s em trajetória hiperbólica. Créditos: x.com/BGatesIsaPyscho
Um cometa vindo de fora do nosso Sistema Solar está quebrando recordes de velocidade e revelando segredos sobre o universo distante. O 3I/ATLAS, detectado em julho de 2025, atingiu 68 km/s no periélio em 29 de outubro, superando Oumuamua e Borisov. Sua trajetória hiperbólica confirma origem interestelar, acelerando além do que a gravidade solar pode reter.
Astrônomos de agências como NASA e ESA acompanham o objeto com telescópios como Hubble e James Webb. Passou a 19 milhões de km de Marte em outubro, sem risco à Terra, que fica a pelo menos 1,8 UA de distância. Mas sua rapidez – 58 km/s ao entrar – levanta questões sobre fluxos de detritos galácticos.
A órbita hiperbólica do 3I/ATLAS significa que ele entra, desvia do Sol e sai para sempre, sem volta. Com excentricidade de 6,145, sua velocidade de escape supera 58 km/s, muito acima dos 26 km/s de Oumuamua. Isso prova que visitantes de outros sistemas estelares cruzam nosso caminho com frequência maior do que imaginávamos.
Observações do Hubble revelam ejeção de poeira: grãos pequenos a 22 m/s e grandes a 2 m/s, totalizando 405 kg/s perto do Sol. Espectros mostram inclinação vermelha, diferente de cometas locais, sugerindo composição de disco espesso estelar. Telescópios terrestres ainda o rastreiam rumo à órbita de Júpiter em 2026.
Especialistas calculam que perturbações galácticas guiam esses objetos. Estudos com 26 bilhões de simulações mapeiam impactos hipotéticos na Terra a 72 km/s – energético como o de Chelyabinsk, mas mais veloz.
Imagens recentes da NASA mostram erupções como "vulcões de gelo" no núcleo do cometa, com outgassing intensa e emissões inesperadas. Detectado pelo ATLAS no Chile em 1º de julho, o objeto gerou alerta por uma anomalia estrutural, rejeitada como nave alienígena.
A produção de poeira explode perto do periélio a 1,36 UA, entre Terra e Marte. Diferente de cometas solares, que desaceleram, o 3I/ATLAS usa o Sol como "catapulta gravitacional". Isso oferece um laboratório vivo para astrofísica interestelar.
Velocidade máxima: 68 km/s no periélio
Distância mínima ao Sol: 203 milhões de km
Sem ameaça à Terra: mínima 170 milhões de km
Observado por: Hubble, JWST, Perseverance, SOHO
Em novembro, a NASA liberou fotos em alta resolução da Mars Reconnaissance Orbiter, capturadas durante a passagem por Marte. O cometa brilhou intensamente pós-periélio, sobrevivendo intacto contra previsões de fragmentação. ESO e SOHO confirmaram sua coma a 222 milhões de km.
Esses dados revelam diversidade química de outros sistemas: carbono, hidrogênio e poeira vermelha apontam para origens em estrelas anãs próximas. Astrônomos admitem perplexidade com sua resistência – pela física clássica, o núcleo já teria colapsado.
O 3I/ATLAS reforça que o Sistema Solar é uma encruzilhada galáctica. Seus componentes de velocidade – radial -51 km/s, vertical +18,5 km/s – traçam rota do Centro Galáctico. Estudos preveem mais detecções com telescópios futuros como Vera Rubin.
Enquanto some rumo ao espaço profundo, deixa lições valiosas. Simulações de impacto, mesmo raras, preparam defesas planetárias contra velocidades extremas. Observações continuam, prometendo mais surpresas até 2026.
Esse visitante fugaz nos lembra: o cosmos não tem fronteiras. Objetos como ele carregam histórias de mundos distantes, desafiando nossa compreensão do universo vizinho e inspirando a próxima geração de exploradores espaciais.
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