Anaconda verde do norte, recente descoberta na Amazônia, pode chegar a 8,43 metros. Créditos: Divulgação/Instituto Butantan
A biodiversidade da Amazônia impressiona novamente com a recente descoberta da anaconda verde do norte (Eunectes akayima), uma serpente que pode ultrapassar 8 metros de comprimento e medir até 1,11 metro de largura. Essa espécie, antes desconhecida cientificamente, chamou atenção de pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, durante uma expedição na Amazônia equatoriana.
Convidados pela comunidade Waorani, os estudantes passaram 10 dias na região de Bameno, no território Baihuaeri Waorani, onde observaram as anacondas verdes do norte em seu habitat natural, as águas rasas e quentes da região. Essa expedição marcou o primeiro registro científico dessa espécie, ampliando o conhecimento sobre as cobras mais impressionantes do mundo.
Estudos científicos revelaram que a anaconda verde do norte divergiu da anaconda verde do sul há cerca de 10 milhões de anos, apresentando uma diferença genética de 5,5%. Para se ter uma ideia, essa variação é mais que o dobro da diferença genética entre humanos e chimpanzés — evidenciando como essa espécie é única no reino animal.
Apesar do tamanho assustador, a anaconda verde do norte não é venenosa. Ela é uma predadora poderosa que captura suas presas ao se enrolar e apertar até imobilizá-las. Sua dieta é carnívora e inclui vertebrados aquáticos e terrestres, como peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos. Fêmeas, em geral, são maiores e podem ultrapassar 200 quilos.
Essa descoberta reforça a importância da conservação da Amazônia, um dos biomas que mais contribuem para a biodiversidade global. A presença dessa espécie revela os segredos ainda escondidos do bioma e a necessidade urgente de proteger esses ecossistemas frágeis e vitalíssimos para o planeta.
A pesquisa da Universidade de Queensland promete continuar, com novas expedições para estudar o comportamento, hábitos e impacto ecológico dessa cobra gigante. A expectativa é de que novas descobertas ampliem ainda mais o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica e estimulem medidas de proteção mais eficazes.
O convite e apoio da comunidade Waorani foram cruciais para essa descoberta. Isso demonstra como o conhecimento e a colaboração indígena são fundamentais para a ciência e preservação ambiental, além de abrir caminhos para o respeito às culturas tradicionais da região.
Essa serpente recém-identificada é um lembrete da vastidão e da complexidade da floresta amazônica. Apesar dos avanços, muito ainda precisa ser explorado, estudado e protegido nesse bioma vital, que desafia os limites da ciência.
A anaconda verde do norte não é apenas um recorde de tamanho, mas símbolo da diversidade e riqueza da Amazônia. Sua descoberta sensibiliza para o valor da preservação ambiental e para o papel da ciência em desvendar os segredos da natureza.
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