Caravelas-portuguesas podem estar presentes tanto na água quanto na faixa de areia. Créditos: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Guarda-vidas da Praia do Cassino, no litoral sul do Rio Grande do Sul, emitem alerta máximo para a presença de caravelas-portuguesas. Os animais marinhos tóxicos apareceram em grande quantidade após frente fria, causando centenas de queimaduras em banhistas.
Durante o feriado prolongado de Iemanjá, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local registrou mais de 670 casos de lesões provocadas por esses organismos. Cerca de dez pessoas precisaram de internação por reações graves, com marcas vermelhas lineares na pele.
O Capitão Castro, comandante da Companhia de Guarda-Vidas do Litoral Sul, informou que os avistamentos concentraram-se perto dos Molhes da Barra. Equipes de resgate prestaram os primeiros socorros e orientaram as vítimas sobre os cuidados necessários.
O fenômeno ocorre por ação de ventos de sudoeste, típicos de frentes frias. Esses ventos deslocam as caravelas-portuguesas de águas profundas para a beira-mar, como explica o biólogo Renato Mitsuo Nagata, da FurG.
"São colônias marinhas de alto-mar, visíveis pela bolha azulada flutuante", detalha o especialista. Este ano, a quantidade é menor que em temporadas anteriores, mas a potência tóxica permanece inalterada.
As lesões provocam dor intensa, inchaço e, em alguns casos, febre ou náuseas. Crianças e alérgicos enfrentam riscos maiores, justificando o alerta constante das autoridades.
Diferente das águas-vivas comuns, a caravela-portuguesa forma colônias com tentáculos longos e venenosos. Sua coloração atraente engana turistas, que se aproximam para fotos e acabam feridos.
Os bombeiros reforçam que mesmo encalhadas, as caravelas-portuguesas mantêm o veneno ativo por horas. Evite tocar e sinalize a localização para remoção pelas equipes.
Em caso de contato, retire tentáculos com luvas ou pinça, sem esfregar. Lave com água do mar e aplique vinagre por 30 segundos para inativar o veneno.
Procure atendimento médico imediato. Analgésicos aliviam a dor, mas anti-inflamatórios e corticoides podem ser necessários para reações severas.
Nunca use água doce ou urina, mitos que agravam as queimaduras. Especialistas recomendam compressas frias e monitoramento por 24 horas após o incidente.
A Praia do Cassino registra esses episódios todo verão. Em 2024, mais de 5 mil atendimentos foram feitos por lesões similares no Rio Grande do Sul.
Dados da temporada atual já superam 11 mil casos em praias gaúchas. Feriados prolongados e calor intenso elevam a frequência de banhos e, consequentemente, acidentes.
Autoridades intensificam rondas e campanhas educativas. Placas informativas e drones auxiliam na detecção precoce das caravelas-portuguesas.
Observe as bandeiras coloridas antes de entrar no mar. Roxa significa risco de organismos tóxicos; vermelha proíbe banho por condições perigosas.
Use roupas de neoprene ou lycra com proteção UV, que reduzem contato direto. Evite áreas com espuma ou correnteza, favoritas para chegada dessas colônias.
Famílias devem supervisionar crianças de perto. Em caso de dúvida, consulte os guarda-vidas, preparados para orientar e resgatar com segurança.
O verão gaúcho continua animado, mas exige responsabilidade. Com atenção aos alertas, banhistas preservam a diversão sem sustos indesejados.
Monitoramento segue ativo. Fique atento às atualizações locais e curta a praia com tranquilidade, respeitando as orientações dos profissionais.
2
4
23:44, 12 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
Sorteio de 12/02 não teve ganhador dos sete números e distribuiu prêmios para milhares de apostas nas demais faixas.
Sorteio de quinta-feira em São Paulo não tem ganhadores em sete e seis acertos e mantém valor acumulado.
Sorteio realizado em São Paulo não teve ganhador na faixa principal e distribuiu valores para 5 e 4 acertos.
mais notícias
+