Bolsa Mais Professores. Foto: Divulgação
O Ministério da Educação oficializou a Bolsa Mais Professores, iniciativa que integra o programa Mais Professores para o Brasil e busca apoiar profissionais da educação básica que atuam em regiões com carência de docentes.
A medida foi regulamentada pela Portaria Capes nº 327/2025 e abre caminho para a oferta de 8 mil bolsas, com incentivo mensal de R$ 2.100 durante 24 meses. O valor funciona como complemento à remuneração já paga pelas redes estaduais e municipais. Governos locais também podem ampliar o benefício com recursos próprios.
A criação da Bolsa Mais Professores busca atrair e manter professores em áreas onde a falta de profissionais compromete o funcionamento das escolas. A iniciativa reforça o compromisso do MEC de fortalecer a carreira docente, ampliar a oferta de formação continuada e reduzir desigualdades na distribuição de profissionais pelo país. A proposta mira tanto a permanência dos educadores quanto a melhoria da qualidade do ensino em regiões mais vulneráveis.
A Bolsa Mais Professores atende docentes da educação básica que trabalham em redes públicas estaduais e municipais. A portaria define que o programa contempla profissionais concursados que ainda estão no estágio probatório, contratados especificamente para atender à adesão da rede e educadores com vínculo funcional mínimo de dois anos, renovável pelo mesmo período. Esses critérios buscam garantir que o benefício chegue a profissionais que já atuam nas escolas e que têm vínculo efetivo com a rede.
O programa exige formação específica. Para participar, o professor deve ter diploma de licenciatura ou certificado de curso de formação pedagógica reconhecido pelo MEC, desde que o campo de formação seja compatível com as etapas e modalidades da educação básica em que atua. O processo também exige aprovação em seleção da própria rede, assinatura de termo de adesão e compromisso com as atividades tanto da escola quanto do curso de formação.
A formação é obrigatória para os bolsistas. Todos os participantes deverão cursar uma especialização com carga horária de 360 horas, ofertada totalmente a distância e com duração de dois anos. O curso foca a prática pedagógica e busca reforçar competências usadas no cotidiano escolar, articulando teoria e rotina de sala de aula. A ideia é que o incentivo financeiro caminhe junto com o desenvolvimento profissional, garantindo impacto direto na prática dos educadores.
Para receber os bolsistas, as redes públicas precisam aderir ao programa por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). A Capes anunciará edital com cronograma, orientações e regras específicas. O processo permitirá que estados e municípios indiquem suas prioridades e informem as áreas onde há maior urgência de profissionais. A portaria orienta que a distribuição das bolsas siga critérios técnicos, como indicadores de adequação de formação, etapas atendidas pelas redes, nível socioeconômico das escolas e resultados do Ideb.
A definição desses parâmetros busca garantir que a bolsa chegue primeiro às regiões que mais enfrentam dificuldades para preencher vagas. Em muitos estados, escolas de zonas rurais, periferias urbanas e territórios mais isolados convivem diariamente com a falta de professores, o que afeta diretamente o aprendizado dos estudantes. A bolsa tenta reduzir esse cenário ao oferecer condições mais atrativas para fixar profissionais nesses locais.
O interesse por oportunidades de estudo cresce entre docentes e futuros educadores. Para quem busca especializações fora do programa e quer opções acessíveis, plataformas privadas seguem oferecendo alternativas. A Quero Bolsa, por exemplo, mantém parcerias com mais de mil instituições e disponibiliza descontos que podem chegar a 80% nas mensalidades, o que facilita o acesso de novos profissionais ao ensino superior e à formação continuada.
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