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Pesquisadores conduziram um estudo com a espécie de besouro Tribolium castaneum e descobriram que machos criados em colônias com grande predominância de fêmeas tendem a apresentar mais comportamentos homossexuais ou bissexuais. A pesquisa buscou entender por que os animais se envolvem em relações que consomem tempo e energia, sem necessariamente garantir vantagem genética direta.
Para isso, os cientistas criaram populações com diferentes proporções de machos e fêmeas ao longo de várias gerações. Em colônias dominadas por machos cerca de 90% a competição por fêmeas era intensa, tornando os machos seletivos e exigentes na escolha de parceiras. Já em colônias com grande predominância de fêmeas, também em torno de 90%, a pressão para competir diminuía, e os machos passavam a demonstrar mais diversidade no comportamento sexual, incluindo relações entre si.
O líder do estudo explicou que o fenômeno não se trata de dominação ou preferência sexual fixa. Em comunidades com muitas fêmeas, um macho que acasale aleatoriamente ainda tem grandes chances de reproduzir. Isso reduz a seletividade e aumenta encontros entre machos, seja de forma homo ou bissexual.
Os pesquisadores destacam que os resultados são específicos para os besouros e não podem ser aplicados diretamente a animais com estruturas sociais mais complexas, como aves e mamíferos. No entanto, o estudo ajuda a compreender como fatores básicos como proporção de sexos e pressão reprodutiva podem moldar o comportamento sexual. Quando a pressão seletiva é menor, os machos tendem a se acasalar com qualquer parceiro disponível, aumentando suas chances de reprodução em colônias dominadas por fêmeas.
O estudo traz uma nova perspectiva sobre a sexualidade entre insetos e reforça a importância de considerar o ambiente social e demográfico na análise do comportamento animal.
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