Bebês reborn. Foto: Gabriela Rodrigues/Arquivo pessoal
A adolescente Y.B., moradora de Janaúba, no interior de Minas Gerais, descobriu sua paixão pela arte reborn em 2020. As bonecas reborn são feitas à mão para se parecerem com bebês reais e se destacam pelos detalhes hiper-realistas, como pele macia, cabelos implantados fio a fio e olhos de vidro. No entanto, foi apenas neste ano que sua relação com o universo reborn ganhou repercussão nacional.
Em abril, Y.B. publicou um vídeo em seu perfil no TikTok levando Bento, seu bebê reborn, ao hospital. Ela afirmou que decidiu agir após “notar que ele não se sentia bem”. O conteúdo, que segue uma narrativa ficcional, rapidamente se tornou viral e ultrapassou a marca de 8 milhões de visualizações.
No vídeo, a jovem interpreta que levou Bento às pressas para ser atendido. Segundo ela, a médica o examinou, mediu sua temperatura e até aplicou remédios. Em outro momento do vídeo, Y.B. diz que “tirou o leite” em casa para oferecer ao bebê no hospital.
Com a viralização, a publicação passou a receber comentários diversos. Muitos internautas, principalmente seguidores da adolescente, demonstraram apoio. No entanto, críticas também surgiram de pessoas que desconhecem ou não simpatizam com a arte reborn. Comentários como “isso é normal?”, “vai se tratar, louca” e “caso de psiquiatra” exemplificam a polarização gerada.
Apesar das críticas, é importante destacar que Y.B. não acreditava, de fato, que o bebê estivesse doente. O vídeo é uma encenação. A jovem explicou que tudo fazia parte de uma ficção criada para entreter. Inclusive, ela utilizou inteligência artificial (IA) para fazer com que seu boneco, originalmente de olhos fechados, abrisse os olhos e piscasse.
Embora tenha ganhado maior visibilidade recentemente, a arte reborn já existe há décadas. Influenciadoras como Nane Reborns, por exemplo, colecionam essas bonecas há mais de 20 anos. Hoje, Nane tem mais de 36 mil seguidores no Instagram e ultrapassa 240 mil no TikTok.
Nos últimos meses, o tema voltou a ganhar popularidade após vídeos de influenciadoras se tornarem virais ao mostrar momentos do cotidiano com suas coleções de bebês reborn.
A criação de um bebê reborn envolve um processo minucioso e artesanal. As profissionais responsáveis por essa produção são conhecidas como “cegonhas”, em alusão a quem traz os bebês ao mundo. Muitas dessas artesãs trabalham sob encomenda, atendendo tanto crianças quanto adultos apaixonados por bonecas hiper-realistas.
Sara Gomes, de 55 anos, é uma dessas artesãs. Ela se interessou pela técnica em 2002, enquanto atuava na área de Recursos Humanos. Desde então, passou a se dedicar à criação dos bonecos.
“Desde criança sou apaixonada por bonecas. Meus pais tiveram uma fábrica de bonecas de louça, então venho de uma família criativa, que me fez despertar o interesse em criar minhas próprias bonecas”, contou à CNN.
A produção começa com a escolha do kit, que pode ser feito de vinil ou silicone e inclui partes separadas do corpo, como cabeça, braços e pernas. Depois, inicia-se a preparação do boneco, que envolve etapas como limpeza, neutralização e definição de características conforme o pedido do cliente.
“Eu começo com a preparação, que inclui limpeza, neutralização e, de acordo com o pedido do cliente, a definição do sexo, tom de pele e se será um bebê recém-nascido ou maior”, explicou Sara.
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