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Adeus Starlink, tecnologia chinesa chega ao Brasil e promete revolucionar a internet via satélite

Nova concorrente da Starlink firma parceria estratégica com a Telebras para levar internet rápida e acessível às regiões mais remotas do país.

Joice Gomes

02 de novembro de 2025 às 22:17

Tecnologia chinesa desembarca no Brasil com planos ambiciosos de expandir internet via satélite.

Tecnologia chinesa desembarca no Brasil com planos ambiciosos de expandir internet via satélite. Imagem de wirestock no Freepik

No cenário de conectividade global, o Brasil se prepara para vivenciar uma transformação tecnológica significativa com a chegada da SpaceSail, empresa chinesa que promete desafiar o domínio da Starlink no setor de internet via satélite. A parceria firmada entre a chinesa SpaceSail e a estatal brasileira Telebras prevê a implantação de uma rede de satélites de órbita baixa para levar internet ultrarrápida e acessível às regiões ainda desconectadas do país, especialmente aquelas sem infraestrutura terrestre como fibra óptica.

A ideia da SpaceSail é lançar até 648 satélites em órbita baixa até o final de 2025 e atingir a impressionante marca de 15 mil satélites até 2030, criando uma constelação global que assegura cobertura estável e veloz até nos locais mais remotos do planeta. Essa iniciativa coloca o Brasil como um ponto estratégico da expansão da empresa na América do Sul, transformando-o em um hub de operações para a tecnologia chinesa no hemisfério sul.

A chegada da SpaceSail representa um desafio direto à Starlink, de Elon Musk, que atualmente lidera o mercado de internet via satélite no país. A empresa chinesa aposta em planos até 30% mais baratos, antenas mais leves e produção nacionalizada, o que pode garantir menor custo e maior eficiência para o consumidor brasileiro. Além disso, a SpaceSail foca em entregar uma conexão estável e de alta velocidade, superando algumas das críticas enfrentadas pela concorrência, como custo elevado e cuidados com áreas de clima tropical.

Essa disputa tecnológica entre Estados Unidos e China representa algo além do mercado: é uma corrida global pela supremacia digital e espacial. Para o Brasil, essa competição pode significar ampliação do acesso à internet, preços mais competitivos e a inclusão digital de milhões de brasileiros que hoje vivem sem conexão adequada, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico das regiões mais vulneráveis do país.

O acordo firmado entre a SpaceSail e a Telebras prevê a implantação de estações de telecomunicações por satélite já no primeiro semestre de 2026, beneficiando comunidades ribeirinhas, quilombolas e localidades da Amazônia, entre outras. O projeto inclui conectar escolas públicas, unidades de saúde e centros de assistência social em áreas remotas, combinando fibra óptica com a internet via satélite.

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Especialistas destacam que o Brasil, por sua vasta extensão territorial e grande demanda por conectividade, é visto como um dos mercados emergentes mais promissores para essa tecnologia. A iniciativa chinesa de levar internet rápida e acessível ao país tem potencial para mudar radicalmente o acesso à informação e comunicação, principalmente em áreas rurais e periféricas.

Vale ressalvar que a competição entre grandes players do setor deve beneficiar o usuário final, com expansão da cobertura, melhoria da qualidade do serviço e redução dos preços. O ano de 2026 promete ser um marco para a internet no Brasil, com uma nova era de conectividade em um país que busca diminuir as desigualdades tecnológicas.

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