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Will Bank liquidado: ainda devo pagar minha fatura? Entenda

O processo de liquidação extrajudicial é conduzido sob a supervisão do Banco Central e tem como objetivo organizar o encerramento das atividades da financeira.

Gabriel Alves

21 de janeiro de 2026 às 16:19   - Atualizado às 16:19

Pessoa com cartão do Will Bank, fintech liquidada pelo Banco Central.

Pessoa com cartão do Will Bank, fintech liquidada pelo Banco Central. Foto; Will Bank/Divulgação

A decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira resultou no bloqueio imediato das contas de clientes do Will Bank na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro. Com a medida, cartões deixaram de funcionar e o acesso aos serviços da fintech foi interrompido, após decisão do Banco Central que determinou a retirada da instituição do sistema financeiro nacional.

Na prática, os correntistas passaram a ficar impossibilitados de realizar movimentações, pagamentos ou transferências. Apesar do bloqueio operacional, as obrigações financeiras assumidas pelos clientes permanecem ativas. Débitos referentes a faturas em aberto e parcelamentos realizados no cartão de crédito continuam válidos e deverão ser quitados conforme os contratos firmados.

Em relação aos valores depositados, os clientes que mantêm saldo em conta digital ou aplicações protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), terão direito ao ressarcimento. O pagamento será feito dentro do limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras do fundo, após os procedimentos decorrentes da liquidação da instituição.

O processo de liquidação extrajudicial é conduzido sob a supervisão do Banco Central e tem como objetivo organizar o encerramento das atividades da financeira, preservar direitos dos credores e garantir a restituição dos valores assegurados pelos mecanismos de proteção do sistema financeiro.

Entenda o que aconteceu

A entidade havia sido preservada quando foi decretada a liquidação do Master, pela avaliação de que poderia haver volta dos problemas enfrentados pela instituição, que tinha compradores interessados.

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O ato desta quarta-feira, 21 de janeiro, assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, cita que a liquidação ocorre "por extensão", porque o controle da instituição era exercido pelo Banco Master.

O regulador nomeou como liquidante Eduardo Félix Bianchini, que exerce a mesma função no Master. Ex-servidor do BC, ele já trabalhou em outros oito casos do tipo antes de assumir o controle das instituições de Daniel Vorcaro.

O BC ainda determinou a indisponibilidade de bens de controladores e ex-controladores da Will Financeira: Will Holding Financeira, Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participações, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.

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