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Terapia ocupacional ajuda crianças autistas a desenvolver autonomia no Recife

Para estimular essas habilidades, são utilizados jogos educativos, atividades de encaixe, pintura, desenho, circuitos motores e materiais com diferentes texturas.

Isabella Lopes

27 de outubro de 2026 às 19:26   - Atualizado às 19:30

Terapia Ocupacional no Recife.

Terapia Ocupacional no Recife. Foto: Reprodução.

Celebrado em 27 de outubro, o Dia Mundial da Terapia Ocupacional destaca a importância da especialidade para a autonomia e a participação nas atividades cotidianas. No Centro TEA da UPA-E Mustardinha, unidade ligada à Secretaria de Saúde do Recife, esse trabalho contribui para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com atividades adaptadas às necessidades de cada paciente para estimular habilidades motoras, sensoriais, cognitivas e sociais.

Segundo a terapeuta ocupacional Sandra Macêdo, o atendimento trabalha dificuldades relacionadas à coordenação motora, atenção, concentração, processamento sensorial e realização de atividades como vestir-se, alimentar-se e cuidar da higiene pessoal. Para estimular essas habilidades, são utilizados jogos educativos, atividades de encaixe, pintura, desenho, circuitos motores e materiais com diferentes texturas.

“Nosso principal objetivo é promover maior autonomia e independência nas atividades do cotidiano, respeitando as necessidades, os limites e o ritmo de cada criança. Todas as atividades são adaptadas às necessidades e aos objetivos terapêuticos de cada uma”, explica a profissional.

O acompanhamento também ajuda as crianças a desenvolver estratégias para lidar com estímulos sensoriais, como sons, luzes, texturas e movimentos. As atividades podem trabalhar o equilíbrio, a força e a precisão dos movimentos, além de desenvolver habilidades necessárias para a rotina.

Os avanços podem ser percebidos em diferentes aspectos do cotidiano, desde a realização de tarefas com menos ajuda até uma maior participação nas brincadeiras e a confiança para explorar o ambiente. A evolução varia de acordo com as necessidades e o ritmo de cada criança.

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“Algumas crianças passam a realizar tarefas com menos ajuda, apresentam maior tolerância a determinadas experiências sensoriais, conseguem participar melhor das brincadeiras e desenvolvem mais confiança para explorar o ambiente. É muito importante lembrar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento”, destaca Sandra.

A participação da família também é importante nesse processo. Em casa, pais e responsáveis podem estimular a independência ao estabelecer uma rotina, incentivar pequenas tarefas e oferecer brincadeiras adequadas à idade da criança, respeitando seu tempo de aprendizagem.

“O desenvolvimento das habilidades trabalhadas na terapia também depende das experiências vivenciadas pela criança em casa e em outros ambientes. É importante que os familiares sigam as orientações do terapeuta ocupacional e mantenham uma comunicação frequente com a equipe, compartilhando as dificuldades e os avanços observados no cotidiano”, orienta a terapeuta.

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