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Tenente-coronel sugere que esposa teria machucado o próprio pescoço para incriminá-lo

Nas palavras de Geraldo Leite, Gisele tinha conhecimento dos procedimentos policiais. O oficial reafirmou a versão de que a companheira teria tirado a própria vida.

Gabriel Alves

16 de março de 2026 às 14:38   - Atualizado às 14:38

Tenente-coronel Geraldo Leite e sua esposa PM, que morreu dentro de apartamento.

Tenente-coronel Geraldo Leite e sua esposa PM, que morreu dentro de apartamento. Foto: Redes Sociais/Reprodução

Geraldo Leite Neto, o tenente-coronel de 53 anos, levantou a hipótese de que a policial militar Gisele Alves Santana, de 32, sua esposa, poderia ter apertado e machucado o próprio pescoço, antes de ser encontrada sem vida com um disparo de arma de fogo na cabeça. O corpo estava no apartamento onde vivia com o companheiro, localizado no Brás, Centro de São Paulo.

De acordo com o militar, a vítima tinha conhecimento nos procedimentos policiais e poderia ter feito para incriminá-lo. Geraldo reafirma a versão de que Gisele tirou a própria vida.

“Será que a própria Gisele não apertou o pescoço com a mão, já conhecedora de procedimentos policiais, sabendo: ‘Ah, eu vou fazer marcas, depois vou me matar para tentar incriminá-lo'”.

As falas de Leite foram dadas em entrevista à TV Record. Ainda durante o programa, o oficial repetiu a versão de que as marcas no pescoço da esposa possam ter sido causadas pela filha dela, uma menina de sete anos, tendo em vista que a criança ficava agarrada no pescoço dela, segundo o homem.

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou marcas de unha no local das marcas. Para se defender, ele afirmou que rói as unhas e, por isso, não poderia ser o autor dos ferimentos.

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“Nem unha eu tenho”, disse na entrevista.

A defesa diz Geraldo colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações para esclarecimento dos fatos.

Negação

O oficial negou ainda ter utilizado o cargo na polícia para interferir nas investigações. Segundo ele, naquele momento estava no local apenas como morador do apartamento e marido da vítima.

Durante a entrevista, o tenente-coronel comentou dois pontos levantados durante a investigação que geraram questionamentos sobre o depoimento dele.

O primeiro diz respeito ao banheiro estar seco. Em uma das versões apresentadas pelo próprio oficial, ele afirmou que estava no banho quando ouviu um barulho no apartamento. Ao sair do banheiro, teria encontrado a esposa caída e feito as ligações de emergência. Testemunhas, porém, relataram que o chão do imóvel estava seco, o que levantou dúvidas sobre a versão apresentada.

Na conversa, ele contestou essa informação e afirmou que deixou o chuveiro ligado.

Outro ponto citado é a presença de marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, apontadas em laudo médico. O tenente-coronel negou ter causado as lesões e levantou a hipótese de que elas possam ter ocorrido durante uma caminhada com a filha de Gisele, uma criança de 7 anos, que estaria no colo da mãe com as mãos em volta do pescoço dela.

O oficial também negou ter enviado três policiais militares ao apartamento para realizar limpeza no local. Segundo ele, as agentes foram encaminhadas pelo próprio comandante, depois que a área já havia sido liberada.

Em depoimento obtido pelo portal Metrópoles, a inspetora do condomínio onde o casal morava, identificada como Fabiana, afirmou que diversas pessoas estiveram no apartamento após a morte da policial.

De acordo com o relato, três policiais militares teriam ido ao imóvel às 17h48 do mesmo dia para fazer a limpeza do local.

A testemunha também relatou que o tenente-coronel retornou ao apartamento ainda naquele dia para pegar alguns pertences antes de viajar para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Ainda segundo o depoimento, após o atendimento inicial à vítima, o oficial permaneceu no corredor do prédio conversando ao telefone e falando com policiais que participavam da ocorrência. Em determinado momento, ao ser informado de que a mulher ainda estava viva, ele teria dito que “ela não vai sobreviver”.

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