Estudo inovador sugere trocar o tradicional vale-transporte por tarifa zero, prometendo gratuidade no transporte público e impactos profundos para trabalhadores e empresas em todo o Brasil.
Tarifa zero pode substituir o vale-transporte no Brasil. Imagem de Drazen Zigic no Freepik
O tradicional sistema de vale-transporte, presente há décadas na vida dos trabalhadores brasileiros, está em vias de uma possível revolução. Um estudo recente, assinado por pesquisadores de referência nacional, sugere substituir o modelo atual por um sistema de tarifa zero para transporte público, radicalizando o acesso à mobilidade urbana e trazendo consequências inéditas para empresas e funcionários em centenas de cidades brasileiras.
Pesquisadores de universidades como UnB, UFMG e USP uniram esforços para detalhar uma proposta ambiciosa: a tarifa zero universal no transporte coletivo, custeada por um fundo criado a partir da contribuição das empresas. O estudo mira diretamente o vale-transporte, mecanismo que atualmente dá ao trabalhador acesso subsidiado às passagens, mas que acabaria substituído totalmente por esta nova abordagem.
A proposta prevê que a contribuição das empresas seria obrigatória em municípios com mais de 50 mil habitantes, ou seja, o impacto seria sentido em 706 cidades brasileiras. Importante destacar que cerca de 81,5% dos estabelecimentos empresariais nessas cidades estariam isentos da cobrança, preservando principalmente micro e pequenas empresas.
Atualmente, as empresas descontam 6% do salário dos trabalhadores que utilizam transporte coletivo, depositando esse valor como vale-transporte. Com o novo modelo, em vez de repassar diretamente ao trabalhador, as empresas fariam uma contribuição mensal a um fundo centralizado, viabilizando o acesso livre ao transporte público para toda a população urbana consolidada.
Segundo os pesquisadores, a cobrança seria escalonada: empresas com 10 funcionários pagariam o equivalente a um trabalhador; com 20, pagariam por 11 funcionários e assim sucessivamente. O valor estimado seria de R$ 255 mensais por trabalhador, gerando cerca de R$ 78 bilhões por ano para sustentar a gratuidade — recursos considerados suficientes para cobrir o sistema nas cidades incluídas.
Já existem 137 cidades que não cobram passagem de transporte público no Brasil.
O impacto seria sentido tanto nos custos quanto no dia a dia dos brasileiros. Trabalhadores deixariam de ter o desconto em folha, potencialmente ganhando mais líquido, e teriam transporte gratuito garantido. Empresas, por sua vez, fariam o aporte ao fundo, mas a metodologia proposta indica que muitas podem gastar menos do que com o vale-transporte tradicional.
Principais benefícios previstos:
O estudo propõe iniciar projetos-piloto em grandes metrópoles já em 2026, visando testar a implementação e possíveis desafios práticos da nova modalidade. O impacto esperado abrange diretamente 124 milhões de brasileiros.
Entre os argumentos favoráveis à tarifa zero:
A proposta já desperta debates intensos. Para ser validada, precisaria passar pelo Congresso Nacional, onde questões como redistribuição dos custos e sustentabilidade do fundo devem ser amplamente discutidas. Os especialistas defendem que, com mobilização social e apoio parlamentar, o programa pode se consolidar como um dos maiores avanços na política social do país.
Pontos a serem monitorados:
A eventual transição para a tarifa zero é vista como uma alavanca para a inclusão social, estímulo econômico e mitigação de desigualdades urbanas. A narrativa de fim do vale-transporte emociona, pois mexe diretamente na rotina e no bolso de milhões de trabalhadores, tornando-se assunto de interesse coletivo urgente.
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