Recife está entre as seis capitais do Brasil que não evoluiram na coleta de esgoto. Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas
O Recife aparece em situação de alerta no cenário do saneamento básico no Brasil. De acordo com a 18ª edição do ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, a capital pernambucana está apenas uma posição acima das 20 piores cidades do país, entre os 100 municípios mais populosos avaliados.
O levantamento foi realizado em parceria com a GO Associados, com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.
A análise considera indicadores fundamentais como acesso à água, coleta e tratamento de esgoto, além de investimentos e perdas na distribuição.
Com uma população de 1.587.707 habitantes, o Recife apresenta avanços em algumas áreas, mas ainda enfrenta desafios importantes:
O principal desafio da capital está na coleta de esgoto, que atende pouco mais de 40% da população. Isso significa que uma grande parcela dos moradores ainda não tem acesso a esse serviço essencial, o que impacta diretamente a saúde pública e o meio ambiente.
Apesar disso, o índice de tratamento de esgoto (70,77%) indica que, quando o serviço chega à população, ele apresenta um nível relativamente eficiente. O problema, portanto, está na ampliação da rede.
Outro ponto crítico é o alto índice de perdas na distribuição, que chega a 44,20%. Esse número representa quase metade da água tratada sendo desperdiçada antes de chegar ao consumidor, seja por vazamentos, fraudes ou falhas na infraestrutura.
Além disso, o volume de perdas por ligação 775,89 litros por dia reforça a necessidade de modernização do sistema de abastecimento.
Mesmo com investimentos de quase R$ 882 milhões nos últimos anos, os resultados mostram que os recursos ainda não foram suficientes para tirar o Recife de uma posição próxima às piores do país.
Especialistas apontam que, além de ampliar os investimentos, é fundamental garantir eficiência na execução das obras e na expansão da rede de esgoto.
A situação acende um alerta para o impacto direto na qualidade de vida da população. A falta de saneamento adequado está ligada à proliferação de doenças, à poluição de rios e à desigualdade social.
Para melhorar sua posição no ranking e avançar rumo à universalização dos serviços, o Recife precisará acelerar obras, reduzir perdas e ampliar o acesso ao esgoto medidas essenciais para garantir um futuro mais sustentável para a cidade.
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Indicadores oficiais mostram retrocesso no acesso ao esgoto em Recife nos últimos anos.
A investigação identificou um esquema que utilizava pessoas para realizar provas no lugar dos candidatos inscritos. O grupo atuava por meio da contratação de indivíduos conhecidos como "pilotos".
Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. A ação ocorre em diversos municípios e outros estados.
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