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Recife fica apenas uma posição acima das 20 piores cidades em saneamento no Brasil

Ranking do Trata Brasil revela que capital pernambucana ainda enfrenta desafios na coleta de esgoto e perdas na distribuição de água.

Portal de Prefeitura

18 de março de 2026 às 14:39   - Atualizado às 15:24

Recife está entre as seis capitais do Brasil que não evoluiram na coleta de esgoto.

Recife está entre as seis capitais do Brasil que não evoluiram na coleta de esgoto. Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

O Recife aparece em situação de alerta no cenário do saneamento básico no Brasil. De acordo com a 18ª edição do ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, a capital pernambucana está apenas uma posição acima das 20 piores cidades do país, entre os 100 municípios mais populosos avaliados.

Como o ranking foi elaborado

O levantamento foi realizado em parceria com a GO Associados, com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.

A análise considera indicadores fundamentais como acesso à água, coleta e tratamento de esgoto, além de investimentos e perdas na distribuição.

Indicadores do Recife revelam gargalos

Com uma população de 1.587.707 habitantes, o Recife apresenta avanços em algumas áreas, mas ainda enfrenta desafios importantes:

  • Atendimento total de água: 78,93%
  • Atendimento total de esgoto: 40,28%
  • Tratamento total de esgoto: 70,77%
  • Investimento total (2020 a 2024): R$ 881,85 milhões
  • Investimento médio per capita: R$ 111,08 por habitante
  • Perdas na distribuição de água: 44,20%
  • Perdas por ligação: 775,89 litros por dia

Baixa cobertura de esgoto preocupa

O principal desafio da capital está na coleta de esgoto, que atende pouco mais de 40% da população. Isso significa que uma grande parcela dos moradores ainda não tem acesso a esse serviço essencial, o que impacta diretamente a saúde pública e o meio ambiente.

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Apesar disso, o índice de tratamento de esgoto (70,77%) indica que, quando o serviço chega à população, ele apresenta um nível relativamente eficiente. O problema, portanto, está na ampliação da rede.

Perdas de água elevadas

Outro ponto crítico é o alto índice de perdas na distribuição, que chega a 44,20%. Esse número representa quase metade da água tratada sendo desperdiçada antes de chegar ao consumidor, seja por vazamentos, fraudes ou falhas na infraestrutura.

Além disso, o volume de perdas por ligação  775,89 litros por dia  reforça a necessidade de modernização do sistema de abastecimento.

Investimentos ainda insuficientes

Mesmo com investimentos de quase R$ 882 milhões nos últimos anos, os resultados mostram que os recursos ainda não foram suficientes para tirar o Recife de uma posição próxima às piores do país.

Especialistas apontam que, além de ampliar os investimentos, é fundamental garantir eficiência na execução das obras e na expansão da rede de esgoto.

Alerta para qualidade de vida

A situação acende um alerta para o impacto direto na qualidade de vida da população. A falta de saneamento adequado está ligada à proliferação de doenças, à poluição de rios e à desigualdade social.

Para melhorar sua posição no ranking e avançar rumo à universalização dos serviços, o Recife precisará acelerar obras, reduzir perdas e ampliar o acesso ao esgoto  medidas essenciais para garantir um futuro mais sustentável para a cidade.

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