Suspeito preso por assassinar freira de 82 anos relata que ouviu vozes. Foto: Divulgação
O homem preso por matar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, afirmou à Polícia Civil do Paraná que cometeu o crime após ouvir vozes que mandavam matar alguém. O depoimento ocorreu no domingo, 22 de fevereiro, um dia depois da invasão ao convento no município de Ivaí, no Paraná. A identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo a versão apresentada pelo suspeito, ele consumiu crack e álcool durante a madrugada e, após o uso das substâncias, passou a ouvir vozes. Ele relatou que decidiu pular o muro do convento e entrou no local.
Nadia Gavanski integrava a Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada e dedicou 55 anos à vida religiosa. Ela morava no convento invadido pelo suspeito. De acordo com o depoimento, a freira surpreendeu o homem dentro da propriedade e questionou o motivo de sua presença.
O suspeito afirmou que disse estar trabalhando em um evento. Ele relatou que Nadia não acreditou na explicação. Nesse momento, segundo o próprio depoimento, ele a empurrou. A religiosa caiu e começou a pedir ajuda.
O homem declarou à polícia que, em seguida, atacou a freira com pauladas e a asfixiou. Ele afirmou que não desferiu golpes diretos na cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido durante a queda. Ele também negou que tivesse intenção de furtar objetos do convento.
No sábado (21/2), a Polícia Militar do Paraná confirmou a morte da freira e informou que prendeu o suspeito nas proximidades do convento, durante tentativa de fuga. Equipes realizaram buscas logo após o acionamento e localizaram o homem ainda na região.
Informações iniciais apontaram que o invasor poderia ter entrado no local com a intenção de furtar objetos. Durante a ação, ele utilizou pedaços de madeira para agredir a vítima, o que resultou na morte da religiosa dentro da própria residência.
A Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada divulgou nota oficial lamentando a morte de Nadia Gavanski. A instituição informou que colabora com as autoridades de segurança pública para esclarecer as circunstâncias do crime.
As autoridades encaminharam o corpo da freira ao Instituto Médico Legal de Ponta Grossa, onde peritos realizam exames para confirmar a causa da morte. O instituto atende ocorrências da região e conduz procedimentos em casos de morte violenta.
A Polícia Civil conduz a investigação e deve ouvir testemunhas, além de analisar provas coletadas no local. A corporação ainda não divulgou informações sobre possíveis antecedentes do suspeito.
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A mulher também também foi atingida e socorrida com vida para um hospital, mas seu estado de saúde não foi divulgado.
Conforme a imprensa local, o Ministério Público apresentou denúncia por homicídio doloso, e o caso está tramitando na Justiça comum. O réu responde como adulto.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01.
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