Segundo a Polícia Federal, as apurações permitiram identificar os integrantes da quadrilha e toda a estrutura logística usada para escoar a cocaína até a Europa.
Presidente da Império de Casa Verde, Alexandre Constantino. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Apontado como integrante de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro, Alexandre Constantino Furtado, presidente da escola de samba Império de Casa Verde e vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, foi preso nesta terça-feira, 23 de setembro, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO-SP).
Segundo a Polícia Federal (PF), Alexandre integra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação cumpre 22 mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão em São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Na capital paulista, 11 endereços foram alvos, incluindo dois dentro da própria escola de samba Império de Casa Verde. Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 291,5 milhões.
A operação conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Militar, Receita Federal, Secretaria da Segurança Pública e Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, após a apreensão de 458 kg de cocaína no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). A droga estava escondida em uma carga de quartzo e tinha como destino o Porto de Rotterdam, na Holanda.
Segundo a polícia, as apurações permitiram identificar os integrantes da quadrilha e toda a estrutura logística usada para escoar a cocaína até a Europa. O esquema de lavagem de dinheiro envolvia empresas de fachada e investimentos em setores formais da economia, como restaurantes.
Um novo capítulo nas investigações da Polícia Federal sobre o uso de aviões por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) traz à tona o nome de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Um piloto que trabalhou para empresários do setor revelou em depoimento que Rueda seria o real proprietário de aeronaves operadas por uma empresa de táxi aéreo envolvida no esquema.
Segundo o relato do piloto, quatro dos dez jatos executivos da empresa de aviação citada pertencem ao grupo comandado por Rueda. Os negócios, segundo ele, foram justificados internamente como parte de uma estratégia de quem "tinha muito dinheiro e precisava gastar".
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Familiares afirmam que a garota havia saído de casa acompanhada do pai com a intenção de ir a uma pizzaria, mas o homem retornou sozinho.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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