Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis/PE), Alfredo Pinheiro Foto: Divulgação/Arte/Portal de Prefeitura
Durante o Debate da Super Manhã desta quarta-feira (11), na Rádio Jornal Pernambuco, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis/PE), Alfredo Pinheiro, comentou sobre a alta no valor dos combustíveis e explicou os fatores que impactam o preço final pago pelo consumidor.
Ele ressaltou que o aumento não depende apenas de decisões da Petrobras. “Não precisa que a Petrobras aumente o valor para que haja alta no combustível. Existem os chamados aumentos invisíveis, que são as variações no preço dos biocombustíveis. O etanol anidro, por exemplo, representa cerca de 30% da composição da gasolina, e seu valor pode subir no final da safra. Já o diesel também sofre influência do mercado internacional e da produção de biodiesel”, detalhou.
Segundo Pinheiro, conflitos internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã têm impacto direto nos preços do petróleo e, consequentemente, nos derivados vendidos no Brasil. Ele explicou que é comum que os consumidores se assustem com notícias de possíveis aumentos, mas que é necessário compreender a dinâmica do mercado.
“Os aumentos que chegam aos postos muitas vezes não têm relação direta com uma decisão da Petrobras, mas refletem o custo de insumos e a dinâmica global do setor. Não se trata de culpa de uma empresa ou outra, mas de um processo econômico complexo”, afirmou Alfredo Pinheiro durante a entrevista.
O presidente do sindicato reforçou que os biocombustíveis, como etanol e biodiesel, compõem parte significativa do preço final do combustível. Por isso, mesmo sem reajuste da estatal, o preço pago pelo consumidor pode variar mês a mês.
Diversos fatores contribuem para o preço final do combustível nas bombas: o valor do barril de petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar, tributos estaduais e federais, custos de produção e distribuição, e a participação dos biocombustíveis. Esse conjunto forma o que especialistas chamam de “aumento invisível”, que muitas vezes passa despercebido pelos consumidores.
Consumidores de Pernambuco e do Brasil devem ficar atentos, pois oscilações de preços podem ocorrer mesmo sem qualquer comunicado da Petrobras, principalmente devido às variações no mercado global e no valor dos biocombustíveis.
A explicação do presidente do Sindicombustíveis-PE reforça a necessidade de compreensão sobre o funcionamento do setor de combustíveis, mostrando que os reajustes não são decisões unilaterais, mas reflexos de um cenário econômico complexo e globalizado.
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