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Policial civil morto em megaoperação no Rio de Janeiro estava na corporação há só 40 dias

A ação em que o agente estava envolvido faz parte de uma série de operações coordenadas pelas forças estaduais de segurança, com o objetivo de conter o avanço das facções criminosas na capital fluminense.

Isabella Lopes

29 de outubro de 2025 às 15:32   - Atualizado às 17:21

Policial Civil morto e megaoperação.

Policial Civil morto e megaoperação. Foto: Foto: Reprodução/Redes sociais

O policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, foi uma das vítimas da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã da terça-feira, 28 de outubro.

Lotado na 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), Rodrigo havia tomado posse há apenas 40 dias e morreu após ser atingido por um tiro na nuca durante confronto com criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV).

De acordo com informações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o agente participava da ofensiva que mobilizou 2,5 mil policiais e tinha como principal objetivo cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes da facção.

A operação também contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ).

Sobre operação

Até a atualização mais recente, as forças de segurança confirmaram mais de 100 mortes, sendo a maioria de suspeitos ligados ao Comando Vermelho. Segundo a corporação, os criminosos reagiram com violência à chegada das equipes, resultando em intensos confrontos nas comunidades. Além de Rodrigo, outros três policiais também perdeu a vida durante a ação. 

A ofensiva começou nas primeiras horas da manhã, quando moradores foram despertados por tiroteios e incêndios em barricadas montadas por criminosos. A megaoperação teve como foco principal desarticular o grupo armado que atua nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas estratégicas pelo tráfico de drogas.

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A ação faz parte de uma série de operações coordenadas pelas forças estaduais de segurança com o objetivo de conter o avanço das facções criminosas na capital fluminense. Até o momento, as autoridades não informaram quantos dos mandados foram cumpridos.

Quantidade de mortes 

Felipe Curi, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), atualizou o número de mortos nesta quarta-feira, 29 de outubro, após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão. De acordo com o delegado, 119 pessoas morreram, sendo quatro policiais e 115 suspeitos. A ação também resultou em 113 prisões e na apreensão de 10 adolescentes.

Durante a operação, as forças de segurança apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos. Curi informou que os 115 mortos foram classificados como “opositores”, em referência a tentativas de homicídio contra os agentes.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, explicou que uma das estratégias adotadas foi a criação de um “muro do Bope”, referência à atuação do Batalhão de Operações Especiais na área de mata da Serra da Misericórdia, localizada entre os dois complexos. Segundo ele, o objetivo era conter o avanço dos suspeitos e evitar confrontos em áreas habitadas.

“Incluímos a incursão de tropas do Bope para a parte mais alta da mata da Misericórdia, criando um muro do Bope, fazendo com que os marginais fossem empurrados para a área mais alta. Nosso objetivo principal era proteger as pessoas de bem da comunidade”, afirmou Menezes.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, declarou que a estratégia de deslocar os confrontos para a área de mata visava preservar vidas inocentes, mas admitiu que a alta letalidade era “previsível, embora não desejada”.

“Optamos por deslocar o contato com os criminosos para a área de mata, onde eles se escondem e atacam os policiais. Tivemos um dano colateral pequeno: quatro pessoas inocentes feridas, sem gravidade”, disse o secretário.

A Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do Brasil, segundo levantamento preliminar das forças de segurança.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou, na manhã desta quarta-feira, 29 de outubro, 132 mortos resultantes da megaoperação realizada nos complexos da Penha e Alemão na terça (28). Moradores das regiões, ambas localizadas na Zona Norte, empilham os corpos que estão sendo encontrados, nas ruas, com o intuito de contabilizar o número de óbitos.

Na terça-feira (28), o Governo Estadual havia informado que 64 pessoas morreram durante a Operação Contenção, deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

 

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