Agentes da Receita Federal em operação contra o PCC. Foto: Receita Federal/Divulgação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira, 25 de setembro, a Operação Spare, considerada pelas autoridades um marco no enfrentamento ao crime organizado. A ação revelou um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis avaliado em bilhões de reais, com conexões diretas com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em entrevista coletiva, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ressaltou a dimensão do caso e o impacto da ofensiva:
“Estamos diante de um momento histórico no combate à lavagem de dinheiro do crime organizado”, declarou.
As investigações apontam que o grupo chegou a assumir o controle de cerca de 60 motéis na capital paulista, incluindo alguns dos mais conhecidos da cidade. Embora postos de combustíveis ainda figurassem em nome de proprietários anteriores, o comando real estava nas mãos da facção, que utilizava os empreendimentos para esconder a origem ilícita do dinheiro e comercializar combustível adulterado.
De acordo com os promotores, além de vínculos empresariais, alguns dos alvos mantinham relações pessoais próximas com integrantes do PCC, frequentando suas casas e participando de negócios em parceria.
O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar deflagraram na manhã desta quinta-feira, 25 de setembro, uma nova operação para desmantelar um esquema de exploração de jogos de azar e comércio de combustíveis adulterados, com utilização de empresa de pagamentos para lavagem de dinheiro, tendo a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Spare também conta com a participação da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda e da Procuradoria-Geral do Estado. São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão.
De acordo com o MP, a fintech, por meio da qual a organização criminosa movimenta milhões de reais, é a mesma utilizada pelos alvos da Operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto.
"Quando foi desmontado um intrincado esquema colocado em prática por organizações criminosas investigadas de participação fraudulenta no setor de combustível, com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica", disse o órgão estadual.
Conforme o MP, as investigações começaram com a apreensão de máquinas de cartão em jogos ilegais em Santos, ligadas a postos de combustíveis. Análises financeiras mostraram que os valores eram enviados para uma fintech, usada para esconder a origem e destino ilegais do dinheiro.
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Thales Machado atuava na Prefeitura de Itumbiara. Ele era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB). Após receber a notícia, o prefeito sofreu um infarto.
Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
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